Israel desocupará o Líbano em duas semanas

As tropas israelenses que ocupam parte do sul libanês serão retiradas em um prazo de 10 a 14 dias, segundo fontes militares, se for mantida a mobilização dos efetivos da Força Interina da ONU no Líbano (Finul)."Desejamos completar a retirada o mais rápido possível, ninguém deseja permanecer no Líbano mais que o necessário", disseram as fontes, citadas pelo jornal "Ha´aretz".Os militares estão satisfeitos com o ritmo do envio das forças multinacionais que devem vigiar o cessar-fogo entre Israel e a milícia islâmica do Hezbollah.Segundo a resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que estabeleceu as condições para o cessar-fogo que entrou em vigor em 14 de agosto, as forças israelenses devem se retirar em uma primeira etapa a uma faixa de um a dois quilômetros, ao norte da fronteira entre os dois países.Na segunda etapa, as forças deverão recuar até a "linha azul", traçada pelo organismo em 2000. Os soldados israelenses devem ser substituídos por 15 milefetivos do Exército Nacional libanês, que assumirão o controle no sul, e outros 15 mil homens de uma força internacional, dos quais a ONU conta até o momento com cerca de 8 mil.A maioria dos reservistas israelenses que participaram dos combates com os milicianos libaneses já retornou a Israel. Somente duas brigadas do Exército regular permanecem no sul, à espera da mobilização dos libaneses e dos efetivos da Finul, que presta serviços no país desde 1978.Desde o cessar-fogo, os soldados israelenses fizeram tarefas como o desmantelamento de abrigos subterrâneos, arsenais e outras instalações do Hezbollah.Segundo a resolução 1701, os milicianos do grupo xiita não poderão voltar a atuar no sul do Líbano, do rio Litani à fronteira com Israel. O retorno dos reservistas também permitirá desmobilizar os efetivos que serviram na Cisjordânia durante os 34 dias de conflito com o Hezbollah.Enquanto isso, o ministro da Defesa israelense, Amir Peretz, contrariando a opinião do primeiro-ministro Ehud Olmert, se manifestou a favor de uma investigação judicial dos erros ocorridos durante o conflito, denunciados publicamente por reservistas e pela oposição.Por enquanto, não se sabe se Olmert, que designou uma comissão oficial e outra de oficiais militares para a investigação, satisfará Peretz, líder do trabalhismo, e os que exigem uma investigação presidida por um juiz da Suprema Corte. Seis subcomissões parlamentares começaram hoje sua própriainvestigação sobre o comportamento do Poder Executivo e das ForçasArmadas antes e durante o conflito, no qual 116 soldados e 41 civisisraelenses morreram e milhares de pessoas ficaram feridas.

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