Israel destrói casa de palestino que realizou ataque

Israel destrói casa de palestino que realizou ataque

A demolição punitiva de casas foi uma tática muito usada pela forças de segurança israelenses antes da decisão de suspender a medida, em 2005

Estadão Conteúdo

19 de novembro de 2014 | 10h37

Forças de Israel demoliram a casa de um palestino que participou de um ataque contra israelenses em outubro, horas depois de o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ter prometido medidas duras para lidar com a crescente violência em Jerusalém Oriental.

A demolição, no bairro de Silwan, teve como alvo a propriedade de Abdel Rahman al-Shaludi, que matou duas pessoas no mês passado quando jogou o carro que dirigia contra uma multidão que estava numa plataforma de uma rede veículo leve sobre trilhos (VLT), em Jerusalém.

Na últimas semanas, 11 pessoas morreram em ataques palestinos, a maioria em Jerusalém, embora tenha havido ações também em Tel-Aviv e na Cisjordânia.

Dentre as vítimas estão quatro fiéis judeus e um policial israelense, mortos depois de dois primos palestinos, com cutelos, facas e uma arma de fogo, terem invadido, na terça-feira, uma sinagoga de Har Nof, bairro a oeste de Jerusalém. Os dois homens foram mortos pela polícia.

O ataque foi o mais sangrento em Jerusalém desde 2008 e intensificou as já elevadas tensões na cidade.

Em resposta aos ataques de terça-feira, Netanyahu disse ter ordenado que as forças de segurança revidem duramente os atos de palestinos envolvidos em ações violentas contra israelense. Ele também retomou a política de demolição das casas dessas pessoas, uma atitude punitiva que já provocou muita controvérsia no passado.

Sentada em meio aos escombros da casa da família al-Shaludi, destruída na manhã desta quarta-feira, sua avó disse estar orgulhosa dos atos do neto. "Ninguém deve sentir pena de nós por causa de nossa casa demolida", disse ela, negando-se a divulgar seu nome por medo de represálias.

A demolição punitiva de casas foi uma tática muito usada pela forças de segurança israelenses antes da decisão de suspender a medida, em 2005, após a conclusão de que ela não era eficaz. Desde então, ela foi usada ocasionalmente: três vezes em Jerusalém Oriental em 2009 e outras três vezes neste ano em resposta ao assassinato de um policial israelense e à morte de três adolescentes. Fonte: Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.