Israel destrói última ponte que levava ao sul e mata 57 civis

A aviação israelense destruiu a ponte que permitiao fluxo de ajuda humanitária ao sul do Líbano e matou pelo menos 57 pessoas em diversos bombardeios. Os novos ataques coincidiram com o início de uma reunião de ministros de exteriores da Liga Árabe, durante a qual o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, acusou Israel de ter matado pelo menos 40 pessoas na cidade fronteiriça de Hula. Fontes policiais informaram que várias pessoas podem estar sob os escombros dos prédios destruídos em Hula. Israel também realizou operações contra diversas áreas do sul do Líbano, o vale de Bekaa e o sul da capital libanesa, matando outras 17 pessoas. Além disso, a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) confirmou à agência de notícias Efe que caças-bombardeiros israelenses destruíram a última ponte que restava sobre o rio Litani e deixaram isoladas as cerca de 22.000 pessoas que ainda estão na região. "Nossa última rota para chegar ao sul, para entrar em Tiro, ficou inutilizada. Os israelenses nos disseram que não podem garantir a segurança de nossos comboios e que qualquer passo é a nosso risco", explicou à Efe Christopher Stokes, diretor de operações da MSF. O Hezbollah respondeu aos bombardeios com uma nova salva de foguetes contra o norte de Israel, que deixou uma pessoa ferida. Enquanto isso, os ministros de Exteriores árabes iniciaram sua reunião em Beirute. O Líbano tentará convencer seus irmãos árabes de que o texto elaborado por França e Estados Unidos não satisfaz as expectativas de seu país, já que permite a Israel manter suas tropas em território libanês. O Líbano recusou formalmente a proposta de resolução feita por Washington e Paris.

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