Israel destruirá túneis do Hamas com ou sem cessar-fogo, diz Bibi

Primeiro-ministro israelense afirma que Forças Armadas cumprirão 'missão'; 16 mil reservistas foram convocados para reforçar operação

O Estado de S. Paulo

31 Julho 2014 | 08h49

JERUSALÉM - O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira, 31, que Israel está determinada, independente dos esforços por um cessar-fogo, a concluir a destruição dos túneis construídos por militantes palestinos do Hamas sob a fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel.

"Estamos determinados a completar essa missão, com ou sem um cessar-fogo", disse Netanyahu em um pronunciamento público na abertura de uma reunião de gabinete, em Tel-Aviv. "Não vou concordar com nenhuma proposta que não vá permitir às Forças Armadas de Israel completar essa importante missão em nome da segurança de Israel."

O general Sami Turgeman, comandante das forças israelenses em Gaza, disse na quarta-feira que estava a poucos dias de "destruir todos os túneis ofensivos".

Netanyahu acrescentou que embora não haja "uma solução que ofereça completa garantia", suas forças estão agora "neutralizando uma capacidade que teria permitido aos terroristas matar e sequestrar civis israelenses".

O Exército israelense, que iniciou a operação terrestre em Gaza no dia 17, descobriu até agora 30 túneis, além de quase 60 passagens e corredores que conduzem a eles. Segundo a imprensa local, Netanyahu não está interessado em expandir a ofensiva em Gaza e avalia uma retirada unilateral após detonar todos os corredores subterrâneos encontrados.

Na quarta, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) convocaram 16 mil reservistas para se juntarem às tropas atualmente mobilizadas em Gaza e reforçar a ofensiva. Uma porta-voz das IDF confirmou a convocação e disse que as forças têm a missão de reforçar e substituir as atuais tropas que estão em Gaza.

Uma importante fonte militar citada pelo site de notícias Ynet afirmou que o recrutamento de novas tropas "dará ao Exército o tempo necessário para concluir a missão". Segundo a imprensa local, com o recrutamento, o número de soldados envolvidos na ofensiva militar chega a 86 mil. /EFE e REUTERS

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