AFP PHOTO / THOMAS COEX
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Israel detém 9 membros da família de adolescente palestina presa por agredir soldados

Segundo fontes palestinas, detidos são membros da família Tamimi, conhecida pelo ativismo contra a ocupação israelense; Exército de Israel confirma operação e prisões em Nabi Saleh, na Cisjordânia, em razão do 'aumento de distúrbios e ataques terroristas'

O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2018 | 10h16

JERUSALÉM - As forças de segurança israelenses detiveram nesta segunda-feira, 26, nove moradores da cidade palestina de Nabi Saleh, na Cisjordânia ocupada, todos eles da família Tamimi, informaram o Exército israelense e fontes palestinas.

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"Em virtude do aumento de distúrbios e ataques terroristas na aldeia, as Forças de Defesa de Israel, o Shin Bet (Serviço de Segurança interior), a Polícia de Fronteiras e a polícia israelense fizeram uma operação em Nabi Saleh onde detiveram nove palestinos", afirmou uma porta-voz do Exército.

Nabi Saleh é a cidade onde vive Ahed Tamimi, a adolescente de 17 anos que está detida há dois meses após ser gravada esbofeteando um soldado israelense durante uma operação na cidade. Os Tamimi são uma família conhecida pelo seu ativismo contra a ocupação israelense.

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) eleva a dez o número de pessoas que foram detidas nesta madrugada na cidade e afirma que todos eles pertencem ao clã Tamimi e têm entre 12 e 30 anos de idade.

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"Sete dos detidos são menores", disse Manal Tamimi, ativista e membro da família, que considera que a operação militar desta segunda-feira representa "um novo aumento no nível de ataques".

Após a segunda Intifada (2000-2005), Nabi Saleh uniu-se em 2009 ao movimento da denominada "resistência não violenta", com o vértice dos seus protestos em manifestações contra a apropriação da colônia judaica vizinha de Halamish de um manancial usado pelos residentes da cidade durante gerações.

Os protestos na cidade contra a ocupação acontecem a cada sexta-feira, com enfrentamentos frequentes com as forças militares israelenses. / EFE

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