Israel detém médico dos EUA e nega acesso à embaixada

Israel deteve um médico americano por duas semanas por suspeita de que ele estaria vinculado à Al-Qaeda, para depois libertá-lo sem apresentar acusações. A Embaixada dos EUA afirmou que não teve acesso ao médico durante sua detenção e que não existe evidência relacionando-o a qualquer grupo terrorista. Khaled Nazem Diab, 34 anos, desembarcou em Israel em 14 de novembro numa missão para o Crescente Vermelho de Catar e o Centro Traumatológico da Universidade de Missouri de treinar trabalhadores sociais palestinos, disse Farek Hussein, diretor do Vermelho Crescente Palestina. Diab foi detido no Aeroporto Internacional Ben-Gurion por oficiais israelenses, mantido sob custódia por duas semanas, e então liberado na semana passada e deportado para a Jordânia, informou Hussein. O porta-voz da Embaixada americana, Paul Patin, disse que diplomatas tentaram ver Diab, mas tiveram o acesso negado. "Não temos evidências de que ele esteja envolvido em atividade terrorista", afirmou Patin. "Ele é um médico qualificado. Ele tem entrado e saído dos territórios (palestinos) fazendo trabalho humanitário com crianças". Uma semana depois de sua deportação, o escritório de imprensa do governo de Israel emitiu hoje um comunicado dizendo que Diab era suspeito de canalizar fundos para a Al-Qaeda e para outros grupos terroristas não identificados. Diab trabalhava com um grupo beneficente islâmico, Al-Najda, que tem sido investigado e foi fechado nos Estados Unidos, segundo o comunicado. Israel alegou que Diab viveu no Afeganistão e esteve em contato com grupos identificados com o Taleban. O comunicado também afirma que Diab teve contatos com ativistas relacionados com o Hamas, o grupo islâmico que promoveu muitos ataques suicidas em Israel. O Estado judeu não ofereceu evidências para corroborar suas acusações. Grandes Acontecimentos InternacionaisESPECIAL ORIENTE MÉDIO

Agencia Estado,

04 Dezembro 2002 | 15h36

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