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Israel detém seis extremistas judeus após ataques

Grupo invadiu quartel e agrediu militar na terça-feira; Netenyahu deplora 'terrorismo interno'

Agência Estado

14 de dezembro de 2011 | 15h36

JERUSALÉM - A polícia de Israel deteve seis judeus extremistas nesta quarta-feira, 14, logo após uma série de ataques contra mesquitas palestinas e quartéis militares israelenses. O porta-voz da polícia de Israel, Micky Rosenfeld, disse que os seis foram detidos em uma incursão a um apartamento em um bairro religioso de Jerusalém. A detenção aconteceu horas após extremistas judeus terem provocado um incêndio e atos de vandalismo contra mais uma mesquita palestina.

 

Rosenfeld disse que os suspeitos, que parecem ser adolescentes quase adultos ou adultos jovens na faixa dos 20 anos, foram detidos em conexão aos "eventos recentes" mas não se acredita que incendiaram a mesquita em Jerusalém Ocidental na manhã de hoje. A mesquita estava fora de uso e os muçulmanos não se reuniam mais no local para rezar. Mesmo assim, os vândalos deixaram pichações como "Maomé está morto", e "Um árabe bom é um árabe morto". Isso é visto na região como um ato de provocação exagerada.

 

Outros atos de vandalismo foram relatados nesta quarta-feira em cidades e povoados da Cisjordânia, onde carros foram incendidos e mais pichações antiárabes foram feitas.

 

Na terça-feira, 50 extremistas judeus de assentamentos na Cisjordânia invadiram um quartel do exército e apedrejaram o comandante. Eles foram dispersos e detidos pelos soldados, mas o incidente provocou ultraje na opinião pública de Israel e mostrou a que ponto chegou o radicalismo dos colonos judeus na Cisjordânia.

 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu nesta quarta-feira "tomar conta desses agressores com uma mão firme" e o ministro da Defesa, Ehud Barak, deplorou o "terrorismo interno", embora tenha reconhecido que a inteligência militar de Israel não reuniu informações suficientes sobre a atuação de grupos extremistas judaicos na Cisjordânia.

 

Alguns políticos israelenses foram mais longe, como o parlamentar Shaul Mofaz, visto como um possível rival de Netanyahu nas próximas eleições parlamentares. Eles definiu os colonos extremistas como "grupos de guerrilhas judaicas". "Esses hooligans são terroristas para todos os objetivos", disse Mofaz, um ex-ministro da Defesa. "O governo de Israel precisa cobrar deles um preço alto por isso, um preço que deve ser doloroso, caro e inequívoco", afirmou Mofaz. As informações são da Associated Press.

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