Israel detém supostos terroristas antes de reunião com palestinos

Forças de segurança de Israel detiveram hoje 16 supostos terroristas, enquanto israelenses e palestinos preparavam uma nova rodada de conversações sobre a retirada do Exército de algumas áreas palestinas. Segundo os militares, foram capturados oito homens no sul da Faixa de Gaza e outros oito na Cisjordânia, todos eles "suspeitos de terrorismo". A mídia israelense informou que o ministro da Defesa Binyamin Ben-Eliezer tinha programada uma reunião com altos funcionários de segurança palestinos ainda hoje à noite para discutir um plano segundo o qual as tropas israelenses estacionadas na Faixa de Gaza poderiam retroceder a posições anteriores às de setembro de 2000, quando iniciou a última intifada (levante palestino). O Ministério da Defesa não confirmou a data do encontro. Um comunicado ministerial apenas diz que a reunião deverá ocorrer "num futuro próximo". Mais cedo, falando à rádio do Exército israelense, Ben-Eliezer afirmou: "As conversações têm como objetivo a obtenção de uma trégua e a redução das tensões". De acordo com o jornal Haaretz, Ben-Eliezer deseja propor aos palestinos que a retirada, conhecida como "Primeiro Gaza", seja ampliada para incluir as cidades de Belém e Hebron, na Cisjordânia. Segundo o plano, as forças palestinas retomariam a segurança na áreas desocupadas pelas tropas israelenses, e evitariam ataques terroristas. Se os ataques cessarem em Gaza e outras áreas onde as tropas se retirarem, então seria estendido gradualmente a zonas supostamente sob controle da Autoridade Palestina. Também hoje, Ben-Eliezer se reuniu com a nova enviada para assuntos humanitários das Nações Unidas, Catherine Bertini, para conversar sobre um modo de melhorar as condições dos palestinos, afetados pelo desemprego, os toques de recolher e o bloqueio de estradas. O Ministério da Defesa informou que, durante a reunião, o ministro ordenou que o Exército permita a passagem de ajuda médica e humanitária às áreas palestinas o mais rápido possível. Os israelenses impuseram toques de recolher e ocuparam cidades palestinas para, segundo eles, deter ataques de militantes. Os palestinos, reclusos em suas casas durante dias, dizem se tratar de um castigo coletivo que devastou sua economia.

Agencia Estado,

18 Agosto 2002 | 12h49

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