Israel deve aceitar acordo ou enfrentará longa guerra, diz Hamas no Cairo

Autoridade do grupo declarou que 'as ofertas feitas à delegação palestina no Cairo não atendem às aspirações do povo palestino'

O Estado de S. Paulo

16 de agosto de 2014 | 16h18

 CAIRO - O responsável pelo departamento de Relações Exteriores do Hamas, Osama Hamdan, declarou ontem que "as ofertas feitas à delegação palestina no Cairo não atendem às aspirações do povo palestino". 

A declaração, feita por escrito na página de Hamdan no Facebok, terminou em tom de alerta: "Israel deve aceitar as exigências do povo palestino ou enfrentar uma longa guerra".

Com isso, aumentam as incertezas sobre as chances de atingir uma trégua com Israel nas negociações mediadas pelos egípcios no Cairo.

Israel iniciou uma ofensiva militar em 8 de julho sob a justificativa de acabar com o lançamento de foguetes da Faixa de Gaza sobre o sul do país.

Segundo a Organização das Nações Unidas, 425 mil pessoas foram deslocadas no território em razão do conflito que também matou mais de 1,9 mil palestinos e 67 israelenses.

A maioria dos mortos palestinos são civis, de acordo com funcionários do sistema de saúde do território.

Israel e os palestinos concordaram ena quarta-feira em estender um acordo de cessar-fogoem Gaza por cinco dias para continuar as negociações que permitam alcançar uma trégua de longo prazo. O cessar-fogo expira na segunda-feira.

As negociações no Cairo são indiretas. Israel considera o Hamas, que prega a destruição do país, um grupo terrorista. Entre as exigências do Hamas está o levantamento de um bloqueio sobre Gaza. / EFE e REUTERS

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