Israel deveria ter estendido moratória sobre assentamentos, diz Amorim

Para chanceler, questão das construções é central nas negociações de paz entre Israel e palestinos

LUCIANA XAVIER, Agência Estado

27 de setembro de 2010 | 20h23

NOVA YORK- O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta segunda-feira, 27, que os assentamentos judaicos na Cisjordânia são uma questão central no processo de paz entre palestinos e israelenses, e destacou que teria sido positivo se Israel tivesse ampliado a moratória das obras nas colônias.    

 

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"Acho muito difícil que se chegue a um acordo sem que se pare com os assentamentos". "Vamos ver, talvez ainda haja uma chance", afirmou. A moratória de obras em assentamentos judaicos naquela região, que durou dez meses, terminou a zero hora de hoje.

 

O chanceler está em Nova York desde a semana passada participando da 65ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Os Estados Unidos manifestaram hoje decepção com a decisão de Israel e o enviado especial do governo norte-americano ao Oriente Médio, o ex-senador George Mitchell, viajaria ainda hoje à região para tentar salvar as negociações.    

 

"Nós estamos decepcionados, mas continuamos focados em nosso objetivo de longo prazo", disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, P. J. Crowley.

 

Em Nova York, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também divulgou um comunicado defendendo a continuação da moratória.

Irã

O chanceler brasileiro disse hoje que conversou esta tarde sobre a questão nuclear do Irã durante o encontro com o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, atual presidente do Conselho de Segurança da ONU.

"Foi uma conversa leve em torno desse tema". "Falo por mim, mas acho que é uma visão comum de que há uma evolução positiva", afirmou o chanceler sobre a possibilidade de retomada das negociações entre Irã e cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (EUA, Rússia, China, Franca, Reino Unido) mais Alemanha.

 

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