Israel discute formas de barrar nova flotilha para Gaza

Segundo rádio local, gabinete teria decidido permitir que embarcações ancorem no território palestino

AE, Agência Estado

27 de junho de 2011 | 12h54

Atualizada às 17h53

 

Ativista na Grécia faz o "V" da vitória durante coletiva de imprensa sobre a flotilha

 

JERUSALÉM - O gabinete de segurança israelense se reuniu nesta segunda-feira, 27, pelo segundo dia para discutir como impedir que uma flotilha internacional rompa o bloqueio do país e chegue à Faixa de Gaza, informou a mídia local. Ontem, ministros ouviram informações sobre a preparação militar para barrar o comboio de 10 navios que deve sair da Grécia ainda esta semana.

 

Segundo a rádio do Exército, ministros do gabinete decidiram permitir que as embarcações ancorem na Faixa de Gaza, ainda que elas tenham a permissão para descarregar suas cargas no porto israelense de Ashdod ou em El-Arish, no Egito. Se nenhuma arma ou munição for encontrada, a carga será transferida totalmente para Gaza.

 

A rádio pública afirmou que o Egito já concordou em permitir que as embarcações atraquem em El-Arish, um porto no Mediterrâneo que fica 50 quilômetros a oeste da fronteira egípcia com Gaza. Até agora, não houve declaração oficial israelense sobre o encontro ministerial.

 

O jornal israelense gratuito Israel Hayom, considerado próximo ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, citou o chefe da Marinha, Eliezer Marom, dizendo aos ministros que seus homens estavam mais bem preparados que em maio do ano passado, quando forças israelenses mataram nove ativistas turcos, um deles também cidadão norte-americano.

 

Agora, cerca de 350 ativistas de 22 países devem se unir à "Flotilha da Liberdade II", como está sendo chamada. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e vários outros líderes internacionais pediram para que os ativistas não zarpem. Washington advertiu seus cidadãos para que não participem da iniciativa para romper o embargo.

 

Israel impôs o bloqueio contra Gaza em 2006, após militantes sequestrarem o soldado israelense Gilad Shalit, que segue sequestrado. A proibição foi relaxada no ano passado, porém muitas restrições seguem vigorando.

 

Jornalistas

 

O governo de Israel retirou uma ameaça de emitir ordens de deportação contra jornalistas que se unirem a uma flotilha que planeja romper o cerco do país e chegar à Faixa de Gaza. Netanyahu disse nesta segunda que ordenou a autoridades a busca de uma fórmula para o caso dos repórteres, se eles estiverem na flotilha que viola as leis de entrada em Israel.

 

Ontem, Israel afirmou que qualquer jornalista pego a bordo poderia ser deportado e impedido de entrar no país por dez anos. Jornalistas dizem que devem ter o direito de cobrir uma notícia importante. O governo israelense acusa a mídia de ser cúmplice da tentativa de entrada ilegal da flotilha em Gaza.

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