Israel diz que as sanções contra o Irã não funcionam

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quarta-feira que as declarações de solidariedade dos Estados Unidos e a garantia de que ações militares são uma opção não estão convencendo o Irã de que o Ocidente está determinado em impedi-los de desenvolver armas nucleares.

AE, Agência Estado

01 de agosto de 2012 | 10h54

Ao lado do ministro da Defesa dos EUA, Leon Panetta, Netanyahu rejeitou o conselho norte-americano de dar mais tempo para a diplomacia trabalhar. "Neste momento, o Irã acredita que a comunidade internacional não está resolvida a parar seu programa nuclear. Isso precisa mudar, e precisa mudar rapidamente pois o tempo de resolver essa questão pacificamente está acabando", disse o primeiro-ministro israelense.

Mais cedo, em visita à uma instalação militar ao sul de Tel Aviv, Panetta declarou que o governo de Barack Obama é sério quanto a possibilidade de eventualmente apelar para a força militar contra o Irã. Mas ele disse que todas as medidas não-militares dever ser esgotadas primeiro.

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, acompanhou o discurso de Panetta e soou tão pouco convencido quanto o primeiro-ministro. Ele afirmou apreciar o apoio dos Estados Unidos, mas acrescentou que a probabilidade das sanções internacionais funcionarem são "extremamente baixas."

O Irã diz reiteradamente que seu programa nuclear tem fins pacíficos, mas as suspeitas de que o Estado islâmico vai utilizar o urânio enriquecido para produzir bombas atômicas fizeram a comunidade internacional impor sanções econômicas e Israel aumentar suas ameaças, já que vê um Irã nuclear como uma ameaça à sua existência. Os EUA procuram desencorajar uma ação militar preventiva e unilateral de Israel.

Apesar disso, Netanhayu disse várias vezes que, se necessário, ordenará uma ação militar contra o Irã mesmo sem o consentimento de Washington. As informações são da Associated Press.

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