Israel diz que assassinatos de ativistas podem continuar

Enquanto dezenas de milhares de palestinos acompanhavam nesta sexta-feira os funerais do líder do Hamas morto ontem, Israel advertiu que os ataques seletivos contra líderes ativistas palestinos continuarão se a Autoridade Palestina não frear a violência de seus militantes. O governo palestino disse que o assassinato na quinta-feira de Ismail Abu Shanab - assessor do líder do Hamas, Ahmed Yassin, e defensor da mautenção da trégua com Israel - pôs por terra a iminente campanha contra os militantes que as forças de segurança palestinas estavam prestes a iniciar e que poderia incluir detenções e apreensões de armas, enquanto o Hamas suspendia o cessar-fogo anunciado dois meses atrás. Imediatamente, o Hamas ordenou a esquadrões de jovens ativistas em Gaza que lnaçassem mísseis de fabricação caseira contra Israel.Ao mesmo tempo, vários altos oficiais militares israelenses disseram sob condição de anonimato que há planos para matar outros líderes do Hamas se houver novos ataques suicidas palestinos e a polícia palestina não prender os extremistas.Falando no enterro de Abu Shanab, um outro líder do Hamas, Abdel Aziz Rantisi, que sobreviveu a um ataque israelense com míssil contra seu carro em junho, disse que se ele ou outros chefes militantes forem assassinados pelos israelenses, uma outra liderança secretamente eleita está pronta a assumir o poder. ?Eles pensam que matando os líderes conseguirão parar a Jihad (guerra santa). Estão enganados?, disse. ?Todos como nós do Hamas, das bases à cúpula, estão prontos a se tornarem como Abu Shanab?. Na procissão fúnebre dos palestinos na Cidade de Gaza, homens caregavam os caixões de Shanab e de seus dois guarda-costas, enquanto gritos de vingança ecoavam pelas ruas. Entre outras consignas, dezenas de milhares de palestinos repetiam: ?Sharon e Mofaz, prestem atenção, nossa vingança os mandará para o inferno?.

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