Israel diz que corte de gás do Egito é disputa empresarial

Chanceler admitiu que suspensão 'não é bom sinal', mas que trata-se de uma disputa comercial

Reuters,

23 de abril de 2012 | 10h07

JERUSALÉM - Tentando evitar mais estragos nas suas relações com o Egito, o governo israelense atribuiu nesta segunda-feira, 23, a uma disputa empresarial - e não a uma crise diplomática - a suspensão no fornecimento de gás natural do Egito para Israel.

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O chanceler Avigdor Lieberman admitiu a rádios israelenses que a suspensão "não é um bom sinal", mas acrescentou: "Queremos entender isso como uma disputa comercial. Acho que transformar uma disputa empresarial em uma disputa diplomática seria um erro".

De acordo com ele, Israel tem interesse em manter o tratado de paz. "Achamos que isso seja também do interesse supremo do Egito", afirmou.

A empresa egípcia Egas confirmou no domingo, 22, o cancelamento de um contrato de abastecimento que vigorou durante 20 anos, e pelo qual o Egito fornecia 40 por cento do gás natural usado em Israel.

O presidente da Egas, Mohamed Shoeib, disse à TV Hayat que a causa não foi política, e sim "porque a outra parte não cumpriu seus compromissos".

O Egito foi o primeiro país árabe a selar a paz com Israel, em 1979. As relações bilaterais estão abaladas desde a rebelião popular do começo de 2011 que derrubou o presidente Hosni Mubarak.

Por causa de constantes sabotagens no gasoduto que passa pela desértica península do Sinai, Israel já havia alertado para o risco de desabastecimento energético no próximo verão.

 
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