Mandel Ngan/AP
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Israel diz que críticas dos EUA desaceleraram construção de assentamentos

Ministro espera que o ritmo lento seja temporário porque, segundo ele, a administração Obama "não vai estar por perto para sempre"

O Estado de S. Paulo

10 de dezembro de 2014 | 15h41

JERUSALÉM - As críticas dos EUA às políticas de assentamentos de Israel desaceleraram as construções na Cisjordânia, afirmou o ministro de Defesa de Israel, Moshe Yaalon. Ele disse também que espera que o ritmo lento seja temporário porque a administração Obama "não vai estar por perto para sempre".

Os comentários de Yaalon foram transmitidos pela Rádio do Exército de Israel nesta quarta-feira, 10. O ministro afirmou que Israel quer construir mais assentamentos, mas que a crítica global, liderada pelos EUA, retardou o processo.

Yaalon já havia criticado os esforços de paz dos EUA no Oriente Médio anteriormente, chamando o secretário de Estado americano, John Kerry, de "obsessivo" e "messiânico". Os comentários irritaram funcionários de Washington e alimentaram tensões com o aliado mais importante de Israel. Em outubro, as tensões se tornaram claras quando os EUA recusaram o pedido de Yaalon para encontrar assessores de segurança durante uma visita a Washington

Os comentários de Yaalon foram feitos dias antes de o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, viajar para Roma para se encontrar com Kerry. O Departamento e Estado americano anunciou nesta quarta-feira que os líderes vão se reunir na próxima semana. De acordo com a porta-voz Jen Psaki, as conversas terão como foco os "o desenvolvimento em Israel, Cisjordânia, Jerusalém e região".

A administração Obama tem uma relação tensa com Netanyahu, principalmente devido à sua proximidade com o partido Republicano e pelo que é entendido, muitas vezes, como um tom de palestra ao presidente Barack Obama. Desentendimentos sobre políticas de assentamentos da Cisjordânia de Israel também inflamaram frequentemente as tensões.

A organização contrária aos assentamentos Peace Now afirmou que novos planos de assentamentos não foram anunciados desde a reunião entre Obama e Netanyahu em outubro, mas que a construção de habitações determinadas anteriormente continua. / AP

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