Israel diz que deixará o Líbano em duas semanas

Israel deve retirar completamente seu Exército do Líbano dentro de duas semanas, quando um grande contingente de tropas da ONU já estará posicionado no sul libanês, confidenciou um militar de alta patentes.O comandante da força de paz da ONU, a Unifil, o general francês Alain Pellegrini, prevê que seu contingente terá 5 mil soldados dentro de duas semanas. Ou seja, um terço do total previsto na resolução da ONU que estabeleceu as condições para o cessar-fogo entre Israel e o grupo xiita Hezbollah."Pelo que parece, na semana que vem as tropas começarão a dirigir-se para a linha próxima da fronteira e na semana seguinte terão partido completamente", disse o oficial israelense, sob anonimato. O contingente mais avançado no interior do Líbano está a 8 quilômetros da fronteira com Israel.O ministro da Defesa do Líbano, Elias Murr, deu uma estimativa parecida. Murr disse ter ouvido de um representante da ONU que Israel iniciará a remoção do Exército dentro de duas a três semanas. Outra forte indicação de que Israel se retirará em meados do mês é a insistência da ONU em que o país remova seu Exército tão logo a Finul esteja com 5 mil soldados no sul libanês. Com a chegada de 900 militares italianos no sábado, a força de paz passou a ter 3.200 homens. Nos próximos dias devem começar a chegar tropas de outros países europeus.O oficial israelense não especificou a data em que Israel levantará o bloqueio aéreo e marítimo ao Líbano, imposto no dia 14 de julho, dois dias depois do início do conflito com o Hezbollah. O governo israelense se recusa a atender à demanda da ONU para que ponha fim ao bloqueio, alegando que precisa evitar o rearmamento do Hezbollah pela Síria e Irã. Israel quer garantias de que o Exército do Líbano e as forças da ONU patrulharão a costa libanesa e a fronteira síria, por onde o Hezbollah vinha sendo suprido.O órgão estatal israelense encarregado de supervisionar o governo, a Controladoria do Estado, pediu hoje a abertura de investigação criminal do primeiro-ministro Ehud Olmert por causa de nomeações suspeitas de membros de seu antigo partido, o Likud, para cargos no governo. O pedido foi encaminhado ao procurador-geral de Justiça, Menachem Mazuz, e refere-se ao período em que Olmert era ministro da Indústria e do Comércio, durante o governo do primeiro-ministro Ariel Sharon, em 2004.A Controladoria também está examinando os termos de um negócio imobiliário efetuado por Olmert. Ele comprou um apartamento em Jerusalém por um preço abaixo do mercado. Depois, vendeu o imóvel para um milionário americano em condições muito favoráveis. Ao longo de sua carreira Olmert foi várias vezes acusado de corrupção, mas nunca condenado.

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