Israel diz que devem ser preservadas relações com Egito

O primeiro ministro de Israel disse, neste domingo, que o acordo de paz de três décadas com o Egito deve ser preservado. Este foi o primeiro comentário público de Benjamin Netanyahu sobre o tema. Os oficiais israelenses haviam mantido silêncio até agora sobre os protestos no Egito.

AE-AP, Agência Estado

30 de janeiro de 2011 | 09h34

O governo de Israel está "acompanhando ansiosamente as ocorrências no Egito e região", afirmou Netanyahu, em encontro semanal com seu gabinete. "Israel e Egito têm mantido paz por mais de três décadas e nosso objetivo é garantir que estes laços sejam preservados", ponderou. "Nesta hora devemos demonstrar responsabilidade, comedimento e prudência acima de tudo".

Israel assinou um acordo de paz histórico com Anwar Sadat, em 1979, antecessor de Mubarak. Mubarak, que assumiu o poder depois que Sadat foi assassinado em 1981, tem honrado o acordo de paz, mantendo o Egito como uma importante fonte de estabilidade. As relações entre os países têm sido frias, mas estáveis, permitindo que Israel reduza significativamente as forças armadas.

Os israelenses estão acompanhando de perto os protestos, sendo que alguns especialistas manifestam preocupação que um novo regime possa romper o acordo e retomar o conflito com Israel. Antes do acordo, os países lutaram quatro guerras em três décadas. As informações são da Associated Press.

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