Israel diz que não há prova que ligue país a crime

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, afirmou hoje que não há provas de envolvimento do país na morte de um líder do Hamas em Dubai, no mês passado.

AE, Agencia Estado

22 de fevereiro de 2010 | 14h15

"Não há prova de que Israel esteja envolvido nesse assunto, e se alguém apresentasse alguma prova, não as histórias da imprensa, nós teríamos reagido", afirmou Lieberman em comunicado. "Mas como não há elementos concretos, não há necessidade de reagir."

Mais cedo, a União Europeia condenou o assassinato do comandante do Hamas Mahmoud al-Mabhuh e o suposto uso de passaportes europeus no crime. O serviço de espionagem israelense Mossad foi apontado como envolvido no caso.

"O assassinato de Mahmoud al-Mabhuh em Dubai levanta questões profundamente perturbadoras", afirma o comunicado conjunto dos ministros das Relações Exteriores da UE.

"Nós condenamos fortemente o uso de passaportes fraudulentos de Estados-membros da UE e de cartões de crédito adquiridos por meio do roubo de identidades de cidadãos da UE", afirma o texto europeu.

"Muitas acusações falsas são feitas contra Israel em vários assuntos e há uma tendência geral árabe a culpar Israel por tudo", afirmou Lieberman. "Há muitas lutas internas em países e organizações não democráticos no Oriente Médio", disse ele, sem dar mais detalhes.

Al-Mabhuh, um alto membro do Hamas, confessou em 1989 as mortes de dois soldados israelenses na Faixa de Gaza. Ele foi encontrado morto em um quarto de hotel em 20 de janeiro.

As informações são da Dow Jones.

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