Israel diz que prefere negociar diretamente com palestinos

Após a rejeição enfática por parte de Israel, nesta sexta-feira, a um plano de paz proposto por França, Itália e Espanha. O governo israelense diz preferir negociações diretas com os palestinos e rejeita a participação de mediadores ou a realização de conferências internacionais de paz. "Isso é idéia da Espanha, sem coordenação com a União Européia (UE) nem com Israel", queixou-se Amira Oron, uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Estado judeu. "Israel acredita ter o direito de conduzir negociações diretas com todas as partes do conflito", prosseguiu. A iniciativa européia tem cinco pontos básicos: um cessar-fogo imediato; a formação de um governo de unidade nacional nos territórios palestinos que obtenha reconhecimento internacional; a realização de uma troca de prisioneiros entre o Exército israelense e os militantes palestinos; a concretização de negociações formais entre o primeiro-ministro de Israel e o presidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP); e a formação de uma missão internacional de paz para monitorar o cessar-fogo em Gaza. O negociador-chefe da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat, disse que qualquer iniciativa internacional de paz é bem-vinda, mas não chegou a endossar publicamente a proposta européia. "Não precisamos reinventar a roda. Não precisamos de uma nova iniciativa. O que precisamos é de um mecanismo para implementação e o estabelecimento de prazos", comentou. Por sua vez, o primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Ismail Haniye, considerou que a iniciativa européia expõe idéias "muito boas", mas que ainda precisam ser estudadas com mais profundidade. Segundo ele, a imediata rejeição israelense à proposta européia "é uma prova de que Israel não deseja nenhuma espécie de estabilidade ou calma" no Oriente Médio.

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