Israel diz que relatório da ONU sobre ataque à frota é tendencioso

Conselho de Direitos Humanos da ONU diz que Exército israelense usou força desproporcional

Efe,

23 de setembro de 2010 | 10h11

JERUSALÉM - Israel considerou tendencioso e parcial o relatório divulgado ontem pela missão de investigação do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o ataque, em maio passado, a uma frota que levava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.

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"O relatório publicado (na quarta-feira) é tendencioso e parcial, da mesma forma que é o organismo que o elaborou", afirma o comunicado divulgado ontem à noite pelo Ministério das Relações Exteriores israelense.

O ataque do Exército de Israel à frota humanitária, que tinha a missão de tentar romper o bloqueio a Gaza e que terminou com a morte de nove ativistas turcos, foi desproporcional e de uma violência desnecessária segundo o relatório elaborado pela missão da ONU.

Recebido com aprovação na Turquia, país de onde procedia a maior parte dos ativistas a bordo das embarcações, o texto insiste que o ataque utilizou um nível inaceitável de brutalidade, uma conduta que não pode ser justificada por razões de segurança ou outras.

Por outro lado, o Ministério das Relações Exteriores argumentou que, como é de se esperar de um país democrático, Israel apurou os fatos relativos à frota que ia a Gaza. O painel investigador do Exército israelense, liderado pelo general Giora Eiland, finalizou seu trabalho. O Comitê Turkel, que inclui dois observadores internacionais, ainda não.

O comunicado afirma que em uma decisão sem precedentes, Israel aceitou fazer parte do painel de investigação criado pela Secretaria Geral da ONU, que também avalia o ocorrido.

O documento acrescenta ainda que a abordagem militar à frota é um fato que foi "ampla e suficientemente investigado" e, portanto, "todo tratamento que se faça da questão é supérfluo e improdutivo".

O ataque ocorreu no dia 31 de maio e deixou nove ativistas turcos mortos. O episódio causou revolta na comunidade internacional, principalmente entre os países islâmicos e árabes, e fez com que as relações entre Turquia e Israel fossem danificadas.

 

O caso também fez com que as atenções fossem voltadas para o bloqueio do Estado judeu ao território palestino, posteriormente revisto.

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