Israel diz que tenta evitar tensões com o Hezbollah

Israel destruiu um canhão do grupo ativista Hezbollah durante um ataque aéreo, mas disse nesta segunda-feira que não haveria uma ação em grande escala em resposta à morte de um adolescente israelense durante uma ação dos militantes. Funcionários israelenses disseram que o primeiro-ministro Ariel Sharon usará principalmente a diplomacia para tentar evitar os ataques com mísseis de artilharia por parte do grupo, com sede no Líbano. E o major Amos Gilad, alto funcionário do ministério da Defesa israelense, disse esperar que o Hezbollah retroceda em sua ofensiva. Israel responsabiliza a Síria, o principal poder político no Líbano, pelo bombardeio do fim de semana, e indicou que quer que Washington faça cumprir sua exigência de que a Síria detenha as ações do Hezbollah, que conta também com o apoio do Irã. Ao mesmo tempo, os chanceleres do Egito, Arábia Saudita e Síria programaram para hoje um encontro no Cairo que, de acordo com o ministro de Relações Exteriores egípcio, Ahmed Maher, se concentraria nos casos de Israel e do Iraque. O Egito, país que assinou um tratado de paz com Israel em 1979 - o primeiro do mundo árabe -, tem sido visto como um mediador de perfil moderado no conflito árabe-israelense. Há o temor de que uma escalada do conflito na fronteira israelense-libanesa possa reacender a luta entre israelenses e palestinos num momento em que os EUA não desejam correr mais riscos em relação ao plano de paz que apóiam para a região. Jatos israelenses destruíram o canhão que lançou ontem as bombas em território israelense a partir do Líbano, disseram militares israelenses. Nas primeiras horas desta segunda-feira, um avião militar israelense rompeu a barreira do som sobre Beirute, a capital libanesa, e a explosão sonora despertou seus moradores. O presidente libanês, Émile Lahoud, condenou ?o terrorismo aéreo israelense... parte das ações de Israel destinadas a desestabilizar a região?.

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