Israel diz que 'vai se proteger' após ataque que matou soldado

Gabinete israelense se reúne nesta quarta para analisar a resposta que será dada ao atentado na fronteira

AE, Agencia Estado

28 de janeiro de 2009 | 08h54

Israel se protegerá após um ataque militante que matou um soldado do país perto da Faixa de Gaza. A declaração foi dada por um porta-voz nesta quarta-feira, 28, ao mesmo tempo em que o novo enviado dos Estados Unidos para a região, George Mitchell, chega ao país. Aviões de Israel atingiram túneis usados para contrabando em Gaza. "Israel quer que a calma no sul continue, mas o ataque mortífero vindo de Gaza foi uma tentativa de deliberadamente atrapalhar a calma", disse o porta-voz Mark Regev à agência France Presse. "Em face de provocação tão violenta, Israel agirá para se proteger."   Os comentários ocorrem horas antes da chegada de Mitchell a Israel, como parte de um tour do funcionário norte-americano pelo Oriente Médio. O gabinete israelense se reunirá nesta quarta-feira para analisar que resposta será dada ao ataque da terça-feira. Já Mitchell notou que é fundamental que o cessar-fogo "seja estendido e consolidado". Obama disse que a função do enviado era ouvir os dois lados e a nova administração deveria então elaborar uma estratégia para avançar nos esforços de paz entre israelenses e palestinos.   Os novos incidentes violentos lançam uma sombra sobre a missão norte-americana. A instabilidade é a pior desde Israel e o Hamas declararam unilateralmente uma trégua, no dia 18, encerrando a ofensiva israelense de 22 dias, que deixou cerca de 1.300 palestinos e 13 israelenses mortos. Israel retirou suas tropas de Gaza, porém prometeu retaliar duramente caso haja qualquer ataque de militantes. Como mostra da seriedade da situação, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, cancelou uma viagem a Washington para discutir em casa a crise, segundo funcionários do ministério.   Um soldado foi morto na terça-feira perto da fronteira com Gaza por uma bomba. Três soldados ficaram feridos. Israel respondeu rapidamente e lançou um ataque aéreo que feriu um militante do Hamas. Os ataques aéreos da manhã desta quarta-feira atingiram a rede de túneis usada para contrabandear armas, dinheiro e vários produtos, e também para a passagem de pessoas entre Gaza e o Egito e vice-versa. Israel bombardeou com força os túneis durante a guerra, porém os contrabandistas continuaram a trabalhar após a trégua. Além dos mortos, a ofensiva israelense deixou um prejuízo estimado de US$ 2 bilhões em Gaza. A comunidade internacional pressiona agora por um cessar-fogo duradouro e avalia como reconstruir o território.   Mitchell não tem planos de se encontrar com membros do Hamas, considerado por EUA, Israel e pela União Europeia um grupo terrorista. O grupo militante islâmico tomou o controle de Gaza em junho de 2007, expulsando as forças do movimento laico Fatah, do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. As forças de Abbas controlam a Cisjordânia.

Tudo o que sabemos sobre:
IsraelGazaataquetensão

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.