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Israel diz ter atingido objetivos e anuncia cessar-fogo unilateral

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Gustavo Chacra, Jerusalém, O Estadao de S.Paulo

17 de janeiro de 2009 | 00h00

Israel decretou na noite de ontem um cessar-fogo unilateral, mas o Exército permanecerá na Faixa de Gaza por tempo indeterminado. Em discurso após reunião ministerial, o premiê Ehud Olmert afirmou que a ofensiva militar alcançou seus objetivos e, portanto, seria suspensa. A partir das 22h (horário de Brasília) os ataques cessaram. A medida pode significar o fim de uma guerra que começou há três semanas e deixou mais de 1.200 palestinos e 13 israelenses mortos. Veja a cronologia da ofensiva "O Hamas foi duramente golpeado. Líderes se esconderam, militantes foram mortos, túneis e infraestrutura, bombardeados. As áreas de lançamento de foguetes estão sob controle do Exército. As forças do Hamas ficarão afetadas por muitos anos", afirmou o primeiro-ministro, acrescentando: "Com todos os nossos ganhos, decretamos um cessar-fogo."Olmert deixou claro que não há data para a retirada das forças israelenses da Faixa de Gaza. O Exército manterá suas forças no território pelo "tempo que for necessário" e, além disso, se reservará o direito de responder a eventuais ataques do Hamas. Pouco depois, o porta-voz de Olmert afirmou que a saída será mais rápida se o Hamas respeitar o cessar-fogo.Em seu discurso, o líder israelense fez questão de deixar claro que o Hamas não fez parte de nenhum acordo para a trégua e Israel não pretende dialogar com o grupo. O porta-voz do Hamas Fawzi Barhum prometeu resistência e afirmou que o grupo não aceitará uma trégua enquanto houver "um só soldado" na Faixa de Gaza e Israel não suspender o bloqueio ao território. Pouco depois do anúncio israelense, pelo menos seis foguetes foram lançados contra o sul de Israel. Olmert não falou diretamente sobre a abertura das passagens que ligam Israel à Faixa de Gaza, mas afirmou que permitirá a entrada de ajuda humanitária. Olmert agradeceu ao Egito por sua mediação e afirmou que vai trabalhar junto ao presidente Hosni Mubarak para aumentar a segurança nas fronteiras do território palestino.Mesmo com o cessar-fogo de Israel, o presidente egípcio decidiu manter a reunião de hoje com líderes mundiais para discutir a situação em Gaza, da qual deverão participar o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. França, Grã-Bretanha e Alemanha devem oferecer navios para controlar a costa da Faixa de Gaza. NAÇÕES UNIDASNos ataques de ontem antes da declaração do cessar-fogo, o Exército de Israel atingiu uma escola da ONU, matando dois meninos, de 5 e 7 anos. O incidente provocou duras críticas.Durante o atual conflito, uma outra escola controlada pela entidade foi atingida, matando 40 pessoas, muitas delas crianças. Um caminhão levando ajuda humanitária e um armazém da ONU também foram alvejados por Israel. Os israelenses argumentaram que, em todos esses episódios, respondiam a disparos de militantes do Hamas. A ONU nega."Esses dois meninos eram inocentes e agora estão mortos", afirmou John Ging, que dirige a agência da ONU para refugiados na Faixa de Gaza. A explosão, na cidade de Beit Lahiya, deixou também 14 feridos. PASSOS DA CRISE 19/12 - Expira trégua de 6 meses entre Hamas e Israel 23 e 24/12 - Israel mata 3 militantes do Hamas em bombardeio. Grupo responde com foguetes 27/12 - Israel inicia bombardeios a Gaza, matando 230 28/12 - Universidade Islâmica de Gaza é atingida 1.º/1 - Nizar Rayyan, do alto escalão militar do Hamas, é morto 3/1 - Israel inicia ofensiva terrestre. Gaza é divida em três partes 6/1 - Israel atinge escola da ONU, mais de 40 morrem. Sarkozy e Mubarak, com apoio dos EUA, pedem cessar-fogo 7/1 - Israel acerta comboio da ONU. CS aprova resolução pedindo trégua 9/1 - Foguetes disparados do Líbano atingem Israel 11/1 - Israel invade cidades 14/1 - Israel acerta cemitério. Bin Laden conclama à jihad 15/1 - Israel mata Said Siam, número 3 do Hamas e acerta depósito da ONU 16/1 - Livni e Rice acertam bases para uma trégua

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