Israel diz ter capturado 361 suspeitos na Palestina

Um general do Exército israelense disse hoje que os combates estão terminando na cidade palestina de Jenin, onde os israelenses encontraram forte resistência. Apesar disso, ainda há combates em andamento em Nablus, enquanto Israel prossegue em sua ofensiva, a despeito da pressão dos EUA por uma retirada dos territórios palestinos.Forças israelenses invadiram o quartel-general do líder palestino Yasser Arafat, em Ramallah, em 29 de março, quando se iniciou a campanha para isolar Arafat e erradicar os grupos responsáveis por uma onda de ataques suicidas em Israel. Desde então, informa o Exército, 361 pessoas procuradas foram presas, de um total de 1413 suspeitos detidos.O bombardeio por tanques de guerra e mísseis disparados de helicópteros continuava hoje no campo de refugiados localizado na cidade de Jenin, no norte da Cisjordânia. Este é o quinto dia consecutivo de ataques. Confrontos armados e a ação de franco-atiradores continuava, também, em Nablus, outra cidade ocupada, onde fica o campo de refugiados de Balata.?Estamos perto de encerrar os combates no campo de refugiados de Jenin?, disse o porta-voz do Exército brigadeiro-general Ron Kitrey. ?A resistência lá foi muito dura, talvez pior do que esperávamos?. Kitrey deixou claro que a tropa não abandonará o campo. ?Tentaremos achar os militantes procurados, seus lares, suas bases, seus arsenais. A operação vai durar tanto quanto for necessário?.O militar disse que não espera mais resistência, depois que o combate pesado tiver terminado, embora o Exército ainda não tenha chegado ao coração do campo. Solados israelenses se posicionaram em casas e edifícios na vizinhança e vêm trocando tiros com atiradores palestinos, disse Jamal Adbel Salaam, um líder do grupo Hamas.Ontem, o presidente dos EUA, George W. Bush, cobrou do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, uma retirada imediata das forças israelenses dos territórios ocupados. Sharon prometeu tentar ser ?rápido? na operação, segundo fontes oficiais do governo de Israel.Sharon abriu uma reunião de seu gabinete, hoje, defendendo a ofensiva e elogiando os 11 soldados israelenses mortos. Oitenta e nove mortes de palestinos, causadas diretamente pelo confronto, foram confirmadas mas, com os territórios sob cerco militar, a informação pode estar incompleta. O general Shaul Mofaz, chefe de Estado-Maior do Exército, teria dito que 200 palestinos foram mortos, informou uma rádio israelense.O ministro Matan Vilnai, membro do gabinete israelense, disse à Rádio Israel que os ataques à Palestina ?aparentemente terão de parar? quanhdo o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, chegar ao país. ?Pode ser que não tenhamos tempo de entrar em todos os lugares que tínhamos em vista nesta fase, por exemplo, nas cidades da Faixa de Gaza?, disse Vilnai.No campo de refugiados de Jenin, Abdel Salaam, o líder do Hamas, disse que os moradores estão confinados aos andares mais baixos de suas casas - os bombardeios fazem dos pisos superiores lugares pouco seguros. Comida e outros suprimentos estão acabando, informou. ?Ninguém pode sair de casa para ver como está o vizinho?, disse, pelo telefone celular.A informação disponível, segundo ele, é de corpos ensangüentados deixados nas ruas por dias a fio, feridos sem acesso a atendimento médico, casas demolidas.

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