Israel é acusado de dificultar divisão de Jerusalém

Palestinos e grupos israelenses de esquerda acusam organizações de colonos e o governo de Israel de buscar atingir uma situação em que a divisão de Jerusalém será fisicamente impraticável.

AE, Agência Estado

30 de agosto de 2010 | 08h13

Chaim Erlich, diretor da organização não-governamental (ONG) Ir-Amim, explica que até os anos 90 a ocupação judaica de Jerusalém Oriental evitava áreas árabes. Mas quando o governo norte-americano, durante a presidência de Bill Clinton, passou a defender o princípio de divisão demográfica - "Jerusalém palestina, onde há mais palestinos; Jerusalém israelense, onde há mais israelenses" - colonos passaram a buscar regiões densamente habitadas por árabes.

A guinada estratégica teria sido idealizada pelo então ministro da Habitação, Ariel Sharon. Hoje, estima-se que o número de colonos e palestinos que vivem em Jerusalém Oriental, dentro dos limites do muro que separa Israel da Cisjordânia, tenha se igualado: 200 mil de cada lado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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