Israel é acusado de violar leis e ignorar direitos humanos

Israel violou as leis humanitárias internacionais durante sua operação militar no campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia, acusou hoje o Comitê Internacional da Cruz Vermelha. A acusação foi feita ao mesmo tempo em que a Organização Nações Unidas(ONU) nomeou uma comissão para descobrir o que realmente aconteceu em Jenin durante a ofensiva de oito dias de Israel contra militantes palestinos. Segundo os palestinos, as tropas israelenses cometeram um "massacre" durante sua operação, que terminou com a retirada de Israel no último dia 11. Segundo fontes em hospitais, pelo menos 50 corpos foram retirados do campo de Jenin, mas os palestinos afirmam que centenas de pessoas foram assassinadas e devem estar enterradas sob os escombros deixados pelos militares israelenses. Em uma entrevista coletiva concedida hoje, oficiais da Cruz Vermelha e da Administração de Ajuda e Trabalhos das Nações Unidas (UNRWA, por sua sigla em inglês) afirmaram que o exército israelense ignorou normas internacionais de direitos humanos em sua ação no campo de refugiados. Israel também teria se recusado a ajudar no resgate de palestinos vítimas da destruição. Em resposta, o porta-voz do exército israelense, tenente-coronel Olivier Rafowicz, acusou a UNRWA e a Cruz Vermelha de organizações pró-palestinos, afirmando que elas nunca convocaram uma entrevista coletiva para acusar os militantes palestinos de violar direitos humanos em seus atentados suicidas. Também hoje, a Anistia Internacional pediu a abertura de uma investigação internacional sobre os supostos crimes de guerra cometidos por Israel no campo de Jenin. "Estamos falando de crimes de guerra e consideramos que Israel tem muitas coisas sobre as quais prestar conta; as acusações contra o exército de Israel de ter violado os direitos humanos devem ser investigadas da mesma forma que ocorreu com os crimes de guerra nos Bálcãs", afirmou, de Londres, Javier Zuniga, da secretaria internacional da Anistia.

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