Israel e ANP chegam acordo para abrir passagens comerciais

Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) chegaram a um princípio de acordo para a abertura de passagens comerciais a importações e exportações da faixa autônoma de Gaza, que faz fronteira com os territórios israelense e egípcio.Este é o primeiro acordo desde a criação do novo governo palestino de união nacional, no mês passado, em virtude do protocolo de 1999 para a cooperação econômica.Segundo o acordo, será habilitado um terminal para importações na passagem de Kerem Shalom, que se encontra em território israelense, sobre o limite sul de Gaza. As aprovações finais do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e do titular de Defesa, Amir Peretz, ainda são necessárias.Além disso, os palestinos também poderão importar mercadorias procedentes do Egito e outros países pela passagem de Rafah, atualmente destinada exclusivamente ao tráfego de pessoas.Também foi preparado um terminal comercial, na passagem de Erez, ao norte da Faixa de Gaza, controlada pelo Exército israelense. Por este ponto passarão diariamente 80 caminhões com mercadorias para o território - que também as recebe pela única passagem atualmente em operações, a de Karni, que é fechada com freqüência por Israel alegando razões de segurança.O Ministério da Defesa se dispõe a renovar a área de entrada aos controles fronteiriços de Erez como parte dos preparativos para restabelecer junto a eles uma zona industrial, da qual Israel se retirou após deixar este território, em 2005, e que ficará agora sob controle da Turquia.O plano para abrir as passagens comerciais, que aliviará a condição de milhares de operários palestinos desempregados por não serem autorizados a trabalhar em território israelense, conta com o respaldo da comunidade internacional.O plano foi iniciado durante a segunda guerra no Líbano, em julho e agosto do ano passado, pelo assessor político do ministro Peretz, Hagai Alon, e completado por uma equipe interministerial comandada pelo diretor de Política Externa e Segurança do Ministério da Defesa, Amos Gilad, a fim de resolver os problemas econômicos decorrentes do freqüente fechamento da passagem de Karni.Segundo o jornal israelense Ha´aretz, a ANP privatizaria essas passagens fronteiriças, mas a supervisão da segurança e de alfândegas seria de responsabilidade do presidente Mahmoud Abbas, e da Guarda Presidencial, independentemente do governo do primeiro-ministro islamita Ismail Haniyeh, à frente da nova coalizão entre Hamas e Fatah.

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