Israel e EUA discutem a rota do muro na Cisjordânia

Uma delegação israelense chega neste domingo a Washington para apresentar a rota do muro de 600 km que está sendo construído por Israel na Cisjordânia. Encabeçada pelo conselheiro do primeiro-ministro Ariel Sharon, Dov Weisglass, a delegação se encontrará com a conselheira de segurança dos EUA, Condoleezza Rice, na segunda-feira. Israel pretende construir a barreira de segurança para prevenir o ataque de homens-bomba palestinos em Israel, mas a rota sugerida passa por dentro da Cisjordânia.Os palestinos pedem todo o território para a formação de seu Estado.O governo americano e os palestinos temem que isso possa criar uma fronteira de fato, deixando parte da Cisjordânia em mãos israelenses. Israel já completou cerca de 150 quilômetros da barreira e decidiu acelerar a construção em seguida aos dois ataques de homens-bomba no último dia 9, que matou 15 pessoas. Uma vez construída, a barreira pode percorrer mais de 600 quilômetros, dependendo da rota final.PazA mídia israelense divulgou que Sharon disse que a tentativa de Israel de ?remover? Yasser Arafat tem tido resultados efetivos, levando Arafat a dar passos contra o terrorismo, em um raro comentário positivo de Sharon sobre o líder palestino. As declarações podem indicar que a posição de extraditar, assassinar ou isolar o líder palestino não será tomada brevemente. Sharon culpa Arafat pelos últimos três anos de violência, e depois dos dois ataques de homens-bomba, Israel declarou que Arafat é um obstáculo para a paz e que deveria ?removê-lo? a qualquer momento. Israel, de acordo com Sharon, não irá interferir na escolha do primeiro-ministro palestino que irá substituir Mahmoud Abbas, que renunciou no dia 6 de setembro. Ahmed Korei, escolhido por Arafat para ocupar o lugar de Abbas, esteve em Gaza neste domingo para se encontrar com líderes de grupos islâmicos. Os militantes dos dois maiores grupos palestinos decidiram não participar de um gabinete de Korei, rejeitando a participação nos acordos de paz. Hamas e Jihad Islâmica se opõem à existência de um estado judeu no centro-leste. Korei afirma estar trabalhando em um cessar fogo com Israel: ?Eu espero a compreensão e a aceitação de todas as facções sobre minha visão?, disse.

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