Israel e EUA não reconhecerão novo governo palestino

Israel e Estados Unidos coordenaram suas posições em relação ao novo governo palestino para exigir o cumprimento das condições do Quarteto de Madri, um dia antes da cúpula convocadapela secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, para tentar relançar o processo de paz.Nas conversas preparatórias para a cúpula, Israel e EUA fizeram um acordo de que não reconhecerão o novo governo palestino a menos que este reconheça o Estado judeu e ponha fim à violência. "Um governo palestino que não cumpre as condições do Quarteto não pode obter o reconhecimento e a colaboração do Estado de Israel", declarou o primeiro-ministro, Ehud Olmert. "Nossa postura é irremovível", acrescentou Olmert.A cúpula, que reunirá Rice com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, será realizada na segunda-feira, 19, em Jerusalém, embora neste domingo a secretária de Estado se reúna com eles separadamente para acertar detalhes. A primeira das reuniões será em Ramala ao meio-dia com Abbas, e depois, em Jerusalém com Olmert. No sábado à noite, em entrevista coletiva com sua colega israelense, Tzipi Livni, Rice disse que "o Quarteto insistiu na importância dessas condições porque são os princípios fundamentais para a paz". Tratam-se das três condições que o Quarteto de Madri, formado pelos EUA, Rússia, a UE e a ONU, impuseram ao anterior governo palestino liderado por Ismail Haniyeh, e que incluem também a aceitação dos acordos de paz. No entanto, a secretária de Estado esclareceu também que Washington ainda não tomou uma decisão e que esperará a Constituição do novo governo antes de fazê-lo.Posição IsraelenseNa sexta-feira, Bush falou por telefone com os líderes de Israel, da ANP e da Arábia Saudita em uma rodada de telefonemas para abrir caminho para a visita de sua secretária de Estado, Condoleezza Rice, que chegou no sábado à região para reuniões Olmert e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. Para Israel, a cúpula de segunda servirá para "analisar o horizonte diplomático após o Acordo de Meca" entre o Fatah e o Hamas, segundo o primeiro-ministro israelense.

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