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Israel e Hamas prometem seguir com a luta na Faixa de Gaza

Tanques e aviões encurralaram a Cidade de Gaza antes do amanhecer; líder do Hamas pode ter sido morto

Agências Internacionais,

11 de janeiro de 2009 | 04h13

Israel e o Hamas prometeram neste domingo, 11, que seguirão lutando, ignorando os chamados internacionais para deter o conflito na Faixa de Gaza, que entrou no 16º dias com fortes enfrentamentos entre as forças israelenses e os milicianos palestinos. O número de mortos passa de 850.   Veja também: Milhares de europeus protestam contra ofensiva em Gaza Presidente da ANP diz que 'agressão' deve parar Israel mira novos alvos; 9 mortos em ataque com tanque Após fracasso da ONU, Egito tenta cessar-fogo ONU afirma que 257 crianças palestinas morreram em Gaza Embaixador brasileiro no Egito fala da negociação entre Hamas e Egito  Correspondente do 'Estado' fala sobre o conflito  Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques       Tanques e aviões encurralaram a Cidade de Gaza antes do amanhecer deste domingo, horas depois de Israel ter alertado que ampliaria sua guerra contra alvos do Hamas. Segundo a agência Efe, a cúpula militar pede ao governo que decida já entre proclamar um cessar-fogo ou lançar a "terceira fase" da operação.   Na madrugada deste domingo, a aviação israelense atacou cerca de 60 alvos, entre eles a casa de Ahmed Yabri, o chefe do braço armado do Hamas, as Brigadas de Ezzedin al-Qassam, diz o Exército em comunicado. Uma mesquita na cidade de Rafah, no sul de Gaza, também foi bombardeada por se tratar de um "armazém de armas, campo de treinamento e lugar de reunião de membros do Hamas", segundo o Exército israelense.   Médicos disseram que quatro palestinos foram mortos e dezenas ficaram feridos. Alguns médicos denunciaram a existência de feridos com queimaduras causadas por bombas de fósforo branco, um tipo de munição banido pelas normas internacionais e que Israel nega ter utilizado.   De acordo com testemunhas, tanques entraram em Al Sheikh Ajlin, na periferia da cidade de Gaza, por volta do amanhecer, bombardeando o local e uma outra área próxima ao centro da cidade, Tall al-Hawa. Também teria havido intenso bombardeio nas proximidades de Zeitun e de Sudaniyah, cidade do noroeste da Faixa de Gaza próxima ao Mar Mediterrâneo.   No sábado, um ataque israelense teria provocado a morte de Amir Mansi, líder do Hamas. Israel também jogou panfletos em Gaza que advertiam a população para a intensificação dos ataques.   O líder exilado do Hamas, Khaled Meshaal, afirmou no Cairo que seu grupo não aceitaria um cessar-fogo na zona de conflito até Israel pôr fim em sua ofensiva no território palestino e a interrupção do bloqueio, além da abertura das passagens fronteiriças.   "Que Israel se retire primeiro, que a agressão pare primeiro, que as fronteiras se abram e logo a gente pode considerar falar sobre paz", afirmou Meshaal, num discurso inflamado transmitido pela rede de TV Al-Jazeera em Damasco. Além disso, o líder acusou o Estado judeu de estar perpetrando um "holocausto" em Gaza e convertendo território num "mar de sangue". "Pergunto aos israelenses: o que têm conseguido com esta guerra? O que têm obtido além de matar crianças inocentes e criar um rastro de crânios despedaçados e um mar de sangue afogando Gaza".   As forças israelenses mataram ao menos 26 pessoas no sábado, entre elas oito pessoas de uma mesma família, ao norte da Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas. Desde o começo da ofensiva em 27 de dezembro, 13 israelenses morreram, entre eles, três civis.   Israel afirma que um ataque aéreo na região do campo de refugiados de Jabalya, ao norte da Faixa de Gaza, causou a morte de Amir Mansi, um alto comandante do Hamas. Médicos palestinos disseram que um adulto e duas crianças morreram no local, mas que o estado de Mansi era incerto. O Estado judeu negou ter disparado os projéteis que provocaram a morte dos oito membros da família Abu Rayya.   Os combates continuaram mesmo durante o cessar-fogo de três horas, que Israel estabeleceu para que a ajuda humanitária pudesse entrar em Gaza. "No próximo período, o exército israelense continuará atacando túneis, depósitos de armas e terroristas aumentando seu poder na Faixa de Gaza", diziam os panfletos distribuídos aos residentes do campo de refugiados de Rafah, na fronteira com o Egito.

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