Israel e Hamas rejeitam acusações de 'crimes de guerra'

Anistia Internacional pediu embargo de armas a ambas as partes por causa de ação em Gaza

BBC Brasil, BBC

23 de fevereiro de 2009 | 09h24

Israel e o grupo palestino Hamas rejeitaram nesta segunda-feira, 23, as críticas da organização de defesa de direitos humanos Anistia Internacional sobre a conduta que adotaram durante o recente conflito na Faixa de Gaza. O órgão divulgou um relatório dizendo que Israel cometeu crimes de guerra ao realizar ataques diretos contra civis com armas como projéteis carregados com fósforo branco e fragmentos de metal.   Veja também: Linha do tempo dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  História do conflito entre Israel e palestinos  Imagens das crianças em meio à destruição em Gaza     "As forças israelenses usaram fósforo e outras armas fornecidas pelos Estados Unidos para realizar graves violações de leis humanitárias internacionais, inclusive crimes de guerra", disse o documento. "Seus ataques resultaram na morte de centenas de crianças e outros civis e na destruição maciça de casas e infra-estrutura." Mas o governo de Israel afirmou que nunca usou fósforo branco em armas anti-pessoais. A substância incendiária é usada para provocar uma cortina de fumaça, mas o lançamento é proibido em áreas urbanas, onde há grande concentração de civis. "Nós tentamos ser o mais precisos que é humanamente possível em uma difícil situação de combate", disse o porta-voz do governo israelense, Mark Regev. Ele acusou ainda a Anistia Internacional de basear seu relatório em dados sem fundamentos fornecidos pelo Hamas. O Hamas, por sua vez, foi acusado pela Anistia de violar leis humanitárias internacionais por lançar indiscriminadamente foguetes contra Israel. "Embora bem menos mortal do que os armamentos usados por Israel, o lançamento de foguetes também constitui um crime de guerra e causou várias mortes entre civis", disse o relatório da organização. O movimento palestino qualificou o documento de "injusto" e disse que não há comparação entre a máquina de guerra israelense e a defesa dos palestinos com armas primitivas. A Anistia disse em seu relatório que foram encontrados fragmentos e componentes de artilharia, balas de canhão de tanques e outros artefatos em pátios de escolas, hospitais e casas na Faixa de Gaza. No sul do Líbano foram achados vestígios de foguetes lançados em áreas civis pelo Hamas e por outros grupos palestinos. A Anistia Internacional pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que imponha um embargo internacional de armas total para ambos os lados. Cerca de 1,3 mil palestinos e 13 israelenses morreram em 22 dias de combates em janeiro.   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.