Israel e Itália fizeram jogos de guerra aérea

Cenário: Roberto Godoy

O Estado de S.Paulo

07 de março de 2012 | 03h01

As Forças Aéreas de Israel e da Itália realizaram em dezembro um exercício conjunto simulando operações de defesa, ataque e interdição na base de Uvda, no deserto israelense. Todos os agressores vinham do leste, nordeste e apenas eventualmente do sul - as hipóteses mais prováveis para um ataque da aviação do Irã. O ensaio estava na agenda dos dois países desde 2010, segundo Florenzo Abeno, chefe da delegação italiana no ensaio que durou dez dias. Foi uma grande operação. No relatório enviado em fevereiro ao Parlamento, em Roma, o Ministério da Defesa informa que deslocou para Uvda os sofisticados caças Eurofigther- Typhoon de dois esquadrões, 4.º e 30.º da Aviação Frontal, mais os jatos Tornado do 50.º Grupo, especializados em missões de combate eletrônico e reconhecimento armado. Dois grandes jatos de reabastecimento em voo KC-767 e cargueiros Hércules C-130J foram mobilizados em apoio.

Os israelenses atuaram com as versões modernizadas do F-15 Eagle e F-16 Falcon de três times, o Barak, o Netz e o Raam.

O número de missões e o tipo de armamento empregado não foram revelados a pedido das autoridades militares israelenses - todavia, na descrição prévia do exercício Areia do Deserto, a aviação italiana destaca o uso de novas bombas inteligentes, com alcance de 50 quilômetros, e de sistemas eletrônicos para guiar mísseis de interceptação capazes de abater mísseis de cruzeiro.

Para o general Haagy Topolansky, comandante da manobra binacional, "foi um bom trabalho conjunto com a aviação de uma nação da Organização do Tratado do Atlântico Norte, contemplando um inimigo, no momento, hipotético".

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