Israel e palestinos já discordam sobre plano de paz

Autoridades israelenses e palestinos discordaram publicamente sobre como encerrar os mais de 31 meses de violência no Oriente Médio. Um enviado especial dos Estados Unidos à região pediu às partes que resolvam suas diferenças antes do início da implementação de um novo plano de paz. Os dois pontos-chave da primeira fase do plano, ou "roteiro", da paz envolve o fim dos ataques palestinos e o alívio do cerco militar israelense na Cisjordânia e Faixa de Gaza. O "roteiro para a paz" contempla a formação de um Estado palestino em três anos.A violência entre israelenses e palestinos prossegue, no entanto. Palestinos abriram fogo contra uma carro que transitava entre Ramallah e Jericó. Um israelense morreu no incidente. Sua filha de seis anos e um outro passageiro ficaram feridos, informaram soldados e equipes de resgate.Além disso, cerca de 20 colonos judeus retornaram a um posto avançado de um assentamento ilegal na Cisjordânia, dissolvido pelo Exército no mês passado, anunciou Itamar Ben-Gvir, um conhecido extremista israelense. Como parte do "roteiro para a paz", Israel teria de desmantelar dezenas de postos avançados ilegais.O novo primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, tem dito que tentará persuadir grupos militantes, como o Hamas e Jihad Islâmica, a pararem com os ataques contra israelenses. Israel exige ações mais duras, como a prisão de líderes e o desarmamento dos militantes.O enviado americano, subsecretário de Estado William Burns, reuniu-se em separado hoje com Abbas e o presidente do parlamento palestino, Ahmed Qureia. Depois da reunião com Burns, Qureia relatou o desacordo. "Existem dois entendimentos (sobre como lidar com os militantes). O entendimento israelense, que pede por uma guerra civil (palestina)... e existe o entendimento palestino baseado no diálogo e nos interesses nacionais palestinos", disse.

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