Israel e palestinos não chegam a acordo sobre prisioneiros

O ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, e o chefe das forças de segurança da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mohammed Dahlan, não avançaram nas conversações sobre a libertação de palestinos detidos em prisões israelenses - uma das exigências dos grupos armados para manter a trégua atual. Um alto funcionário da ANP descreveu a reunião como "curta e séria", e acrescentou que Mofaz não deu nenhuma resposta à reivindicação de ampliação da lista dos que serão soltos. O governo israelense pretende libertar cerca de 350 pessoas, mas as autoridades palestinas exigem um número bem maior e os grupos radicais, como o Hamas, as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa e a Jihad Islâmica, ameaçam retomar os atentados se não forem soltos todos os presos. Há divergências sobre o número de detidos. Segundo Israel, são 5.900. Para os palestinos, 8 mil. Desde o anúncio da trégua, Israel soltou cerca de 50. A região tem permanecido relativamente calma desde que os grupos palestinos se comprometeram com o primeiro-ministro da ANP, Mahmud Abbas, a declarar uma trégua de três meses. No entanto, há ataques esporádicos.

Agencia Estado,

10 Julho 2003 | 19h53

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