Israel em alerta máximo no último dia de campanha

Israel entrou hoje no último dia de campanha eleitoral em meio a medidas de segurança sem precedentes e com o nível máximo de alerta previsto no código policial. Os serviços secretos advertem de 17 ameaças específicas de atentado e outras 70 mais gerais, que despertaram a preocupação de todos os serviços de segurança. Entre as possibilidades levantadas pela Polícia estão as de um carro-bomba ou um sangrento atentado suicida em algum dos centros urbanos principais, assim como o seqüestro de soldados e civis, ou ataques com armas automáticas contra veículos de colonos na Cisjordânia, informa hoje a imprensa local. O chefe da Polícia, Moshé Karadi, deu instruções de reforçar a segurança a partir de hoje com centenas de agentes das academias policiais, e o deslocamento de forças das regiões fronteiriças às cidades. Também as patrulhas interurbanas estão em estado de alerta máximo, após a tentativa da organização Jihad Islâmica de perpetrar um ataque suicida na zona de Tel Aviv. O terrorista foi capturado na estrada entre Jerusalém e Tel Aviv em uma espetacular perseguição por terra e ar. "As eleições são o momento máximo da democracia aplicada, e a Polícia fará todo o possível para que aconteçam de forma pacífica", disse Karadi ontem à noite. O desdobramento de segurança superará os 22.000 homens no dia das eleições, terça-feira, no qual o nível de alerta será o máximo definido pelo código policial, nível "D". Este nível estabelece uma completa coordenação das forças policiais com o Exército e os serviços secretos, com o objetivo de fechar qualquer vazio que permita a entrada de algum terrorista em Israel. A Polícia também destinou unidades especiais para as áreas mais sensíveis, as da comunidade árabe e a ultraortodoxa judaica, assim como para a correta aplicação das leis eleitorais. A fraude eleitoral é um dos principais temores dos investigadores policiais, já que neste pleito os israelenses poderão votar pela primeira vez com a carteira de motorista e o passaporte.

Agencia Estado,

26 Março 2006 | 04h57

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