Israel: encontrados corpos de adolescentes desaparecidos

Soldados israelenses encontraram os corpos dos três adolescentes que haviam desaparecido duas semanas e meia atrás perto da cidade de Hebron, na Cisjordânia, encerrando a caçada que resultou numa das maiores repressões do Exército israelense na Cisjordânia nos últimos anos.

JERUSALÉM, 30 (AE), Agência Estado

30 de junho de 2014 | 15h05

Segundo fontes, que falaram em condição de anonimato, os corpos foram encontrados perto da vila de Halhul, local próximo de onde eles desapareceram. O anúncio foi precedido por relatos da Rádio Israel a respeito de confrontos entre palestinos e tropas israelenses na região de Hebron.

Desde 12 de junho, quando Naftali Fraenkel, Gilad Shaar e Eyal Yifrah desapareceram nas proximidades do assentamento de Alon Shvut, Israel acusava o Hamas de ter sequestrado os adolescentes e lançou grandes ações que levaram à detenção de 300 palestinos, acusados de serem ativistas do grupo militante islâmico.

A ofensiva contra o Hamas levou tropas israelenses de volta ao centro de cidades palestinas em toda a Cisjordânia pela primeira vez desde 2002 e foi acompanhada por um súbito aumento da violência na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Sul de Israel. Pelo menos quatro palestinos foram mortos em confrontos com forças israelenses envolvidas na ofensiva.

Após acusar o Hamas, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu pressionou o presidente palestino Mahmoud Abbas a abandonar seu acordo de reconciliação com o Hamas e a romper o recém formado governo de união.

O desaparecimento dos adolescentes provocou tensões políticas entre Abbas e o Hamas. Abbas condenou o sequestro e disse que ele era uma ameaça aos interesses palestinos, ordenando que suas forças de segurança ajudassem Israel nas buscas aos garotos, medida que foi condenada pelo Hamas.

Autoridades do Hamas não confirmaram nem negaram envolvimento do grupo no desaparecimento dos jovens, mas elogiaram a realização de sequestros de israelenses, em geral, como um meio legítimo de lutar contra a ocupação de Israel na Cisjordânia. Fonte: Dow Jones Newswires e Associated Press.

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