Israel enfrenta 'crise de confiança' desde guerra de 2006, diz Nasrallah

Conflito com Hezbollah mostrou debilidades dos militares do Estado judeu, diz líder do grupo xiita

Efe e Associated Press

26 de julho de 2011 | 17h12

Nasrallah fala ao povo libanês em transmissão por videoconferência

 

BEIRUTE - Hassan Nasrallah, líder do grupo radical xiita Hezbollah, que atua no sul do Líbano, disse nesta terça-feira, 26, que Israel sofre uma crise de confiança desde o conflito armado empreendido contra sua milícia em julho e agosto de 2006. "O inimigo começou a guerra com mais confiança do que precisava, com soberba, mas logo isso se converteu em confusão, debilidade e em uma crise de confiança entre seus soldados e oficiais, entre o Exército e o governo", afirmou.

 

As declarações de Nasrallah foram feitas por ocasião do quinto aniversário do confronto. "Essa guerra, como reconheceram os israelenses, causou-lhes danos em todos os níveis - político, militar e de segurança", continuou o líder do Hezbollah. "O melhor resultado estratégico dessa guerra foi a queda da confiança entre o governo e os militares israelenses. Esses aspecto será decisivo para o futuro da região", concluiu.

 

O líder do Hezbollah ainda afirmou "conhecer o inimigo" e disse que seu grupo pode fazer frente aos ataques israelenses e que Israel "pode esquecer dos sonhos" que tem sobre a dominação do sul do Líbano.

 

A guerra de 2006 durou pouco mais de um mês e teve início quando Israel respondeu com fogo pesado a um ataque do Hezbollah a um comboio de soldados israelenses. O conflito deixou cerca de 1.400 mortos e 1,4 milhão de desabrigados, sendo 900 mil libaneses e 500 mil israelenses.

 

Bomba

 

As autoridades francesas disseram também nesta terça que seis soldados da missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Líbano ficaram feridos na explosão de uma bomba na estrada onde o comboio passava. O incidente ocorreu em uma ponte na região de Sidon, no sul do país, exatamente onde o Hezbollah atua.

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