Israel entrega aos EUA supostas provas contra Arafat

Israel entregou aos Estados Unidos documentos que, afirma, foram apreendidos nas invasões na Cisjordânia e provam que o líder palestino Yasser Arafat financiou e supervisionou ataques terroristas cometidos por militantes. Os palestinos afirmam que os documentos não passam de "propaganda" israelense.Os documentos foram entregues à administração George W. Bush esta semana, aparentemente na tentativa de reforçar a alegação de Israel de que não se pode confiar em Arafat, e para atenuar as pressões exercidas por Washington tendo em vista a suspensão da ofensiva militar israelense na Cisjordânia.De acordo com os israelenses, os documentos e outras informações secretas fazem mais do que estabelecer uma ligação com Arafat e o terrorismo. Eles mostram, dizem, que elementos do escritório palestino de segurança preventiva - cuja criação foi apoiada pelos Estados Unidos como um meio de aumentar a autoridade dos palestinos moderados e evitar ataques terroristas - também estão ligados aos atentados a bomba suicidas.Funcionários palestinos declararam que os documentos liberados pelos israelenses estão sendo tirados do contexto, ou são falsificações usadas na tentativa de justificar uma ofensiva militar que despertou críticas amplamente difundidas."Todos os documentos produzidos por eles (os israelenses) são lixo. Fazem parte do jogo de guerra. Eles apenas inventaram estas coisas porque acham que o mundo lá fora é ignorante", afirmou o ministro da Informação palestino, Abed Rabbo. "Ninguém pode dizer que eles são 100% autênticos," ressaltou Hasan Abdel Raman, representante da Organização de Libertação da Palestina em Washington. "No passado Israel tirou muitas frases de seu contexto e distorceu seu significado."Os documentos foram apresentados em versões na língua árabe original, acompanhadas da tradução para o inglês, para os funcionários da administração Bush.

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