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JACK GUEZ / AFP
JACK GUEZ / AFP

Israel anuncia doação de vacina a ponto de vencer, mas palestinos rejeitam oferta

Acordo anunciado previa que israelenses enviariam 1 milhão de doses, que seriam devolvidas entre setembro e outubro quando os palestinos recebessem as transferidas pela Pfizer

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2021 | 08h39
Atualizado 18 de junho de 2021 | 17h41

JERUSALÉM - A Autoridade Palestina anulou nesta sexta-feira, 18, um acordo com Israel para receber 1 milhão de doses de vacinas contra a covid-19 porque esses imunizantes estão prestes a expirar. Nas redes sociais, fotos de doses da Pfizer com a inscrição "junho de 2021" foram amplamente compartilhadas.

Israel tinha anunciado mais cedo um acordo segundo o qual transferiria à Autoridade Palestina 1 milhão de suas próprias doses da vacina da Pfizer prestes a expirar. Em troca, os palestinos teriam de devolver as doses que a empresa Pfizer enviará a eles entre setembro e outubro. 

"Depois de uma análise por parte das equipes técnicas do Ministério da Saúde do primeiro lote de vacinas da Pfizer entregues por Israel nesta noite, descobrimos que não estão em conformidade com as características do acordo", declarou o porta-voz do governo, Ibrahim Melhem, em entrevista coletiva, poucas horas depois do anúncio do acordo.

O Ministério da Saúde palestino tinha se referido unicamente a uma iniciativa da Pfizer para transferir doses entre Israel e a Autoridade Palestina, aprovada do lado palestino, para acelerar a campanha de vacinação e alcançar a imunidade coletiva. Agora, o governo palestino espera que o laboratório Pfizer forneça as vacinas pedidas, disse Melhem, sem informar a data.

Israel havia informado que o acordo foi feito após o país constatar que sua reserva de vacinas responde às suas necessidades atuais. Graças a uma ampla campanha de vacinação, lançada no fim de dezembro após um acordo com a gigante farmacêutica Pfizer, cerca de 55% da população israelense, ou seja, mais de 5,1 milhões de pessoas, receberam duas doses de vacina anticovid-19.

Do lado palestino, apenas 260.713 pessoas receberam suas duas doses na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, segundo o Ministério palestino da Saúde./AFP

 

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