AFP PHOTO / ABBAS MOMANI
AFP PHOTO / ABBAS MOMANI

Israel estuda aliviar controle de metais na Mesquita de Al-Aqsa

Após uma semana de protestos, ministro diz que sistema poderia ser substituído por câmera com detector facial

O Estado de S.Paulo

23 Julho 2017 | 19h03

TEL-AVIV - Israel sugeriu ontem aliviar o controle com detectores de metal na Mesquita de Al-Aqsa, após uma semana de tensão e protestos de palestinos na Cisjordânia e em Jerusalém. Os dispositivos foram instalados após dois policiais terem sido mortos em 14 de julho. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu ,se reuniria com seu gabinete de segurança, que está dividido, para avaliar alternativas.

O ministro da Segurança Pública de Israel, Gilad Erdan, alertou para o potencial da volatilidade em larga escala, especialmente na Cisjordânia, depois de a Autoridade Palestina se negar a colaborar com o país, em virtude do controle de segurança em Al-Aqsa.

Erdan disse que Israel pode eventualmente retirar os detectores de metal para muçulmanos que entrem na Esplanada das Mesquitas, mediante o reforço de policiais nas entradas e a inclusão de câmeras CCTV com tecnologia de reconhecimento facial.

“Há, afinal, muitos fiéis que a polícia conhece, que frequentam o local regularmente, pessoas muito idosas e por aí em diante e isso recomenda que evitemos passar essas pessoas pelos detectores de metal”, disse Erdan à rádio do Exército, sugerindo que apenas pessoas com potencial para causar problemas seriam sujeitas a escaneamento extra. Qualquer arranjo substituto ainda não está pronto, ele acrescentou.

Outros membros do gabinete, no entanto, defendem a restrição. “Eles (os detectores de metal) permanecerão. Os assassinos nunca nos dirão como perseguir assassinos”, disse o ministro israelense do Desenvolvimento Regional, Tzachi Hanegbi, à rádio do Exército. “Se eles (os palestinos) não querem entrar na mesquita, então que não entrem na mesquita.”

Indignados com o que consideram como uma violação de delicados acordos que já duram décadas no terceiro local mais sagrado para o Islã, muitos palestinos se recusam a passar pelos detectores, organizando orações nas ruas e, frequentemente, protestos violentos.

Na manhã de ontem, um míssil foi lançado contra Israel na Faixa de Gaza, mas atingiu uma área aberta, sem causar danos, disse o Exército de Israel.

“Se Israel quer que a coordenação de segurança seja retomada, eles precisam retirar essas medidas” disse o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas em um discurso, “Eles devem saber que eventualmente perderão, pois temos feito da manutenção da segurança nosso dever solene, no nosso lado e no deles.” / REUTERS

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