Israel estuda invadir Gaza e Cisjordânia

Após meses de violência nas ruas, os israelenses debatem abertamente a possibilidade de uma invasão militar da Cisjordânia e da Faixa de Gaza para sufocar a Autoridade Palestina e pôr fim ao governo de Yasser Arafat. Líderes políticos e militares confirmaram que o Exército de Israel preparou planos para ampliar o uso da força, apesar de o governo ter sido dissuadido da idéia devido à possibilidade de perda de vidas e de a invasão iniciar um conflito regional. "O Exército tem planos de cobrir todas as contingências, mas o que o importa é a decisão do gabinete", disse Raanan Gissin, porta-voz do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon.Três opções "Existem três opções: nos rendermos a Arafat, executarmos o plano (de invadir os territórios) ou continuarmos com a atual contenção e a autodefesa. O governo diz estar decidido a buscar a paz, mas a situação não pode durar para sempre", acrescentou. Uma fonte militar, que falou sob condição de anonimato, disse que um ataque em grande escala esteve a ponto de ser iniciado em 2 de junho, um dia depois de um militante suicida ter matado 21 jovens em frente a uma discoteca de Tel Aviv.Mas a medida foi adiada devido ao anúncio de Arafat, intensamente pressionado pela Europa, de que seria adotada uma trégua. Não ficou claro em qual estágio de preparação estaria a invasão em larga escala, apesar de as conversações sobre uma ofensiva generalizada aumentarem à medida que os israelenses constatam o fracasso da trégua.Simon Peres O ministro israelense das Relações Exteriores, Shimon Peres, negou uma reportagem publicada pela revista britânica Foreign Report, segundo a qual o alto mando israelense teria apresentado um plano de gabinete para enviar 30.000 soldados às áreas palestinas em caso de um novo ataque palestino de grandes proporções. Em Roma, onde está em visita oficial, Sharon voltou a acusar os palestinos de não fazerem o suficiente para conter a violência após a detenção de 60 suspostos militantes.

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