Israel estuda proposta para suspender assentamentos

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apresentou ao gabinete do governo um acordo proposto pelos EUA para que os israelenses prorroguem a moratória à construção de assentamentos em troca de incentivos diplomáticos e de segurança. Segundo ele, os detalhes do acordo ainda estavam sendo negociados e, quando forem definidos, serão submetidos à aprovação do gabinete.

AE, Agência Estado

14 de novembro de 2010 | 12h33

"Todas as propostas levarão em conta as necessidades de segurança do estado de Israel, tanto as imediatas quando as ameaças da próxima década", acrescentou.

A proposta dos EUA prevê que Israel interrompa por 90 dias as construções de moradias na Cisjordânia. Durante esse período, devem ser definidas as fronteiras do futuro Estado Palestino, definindo dessa forma onde os israelenses podem construir assentamentos. A proposta também prevê que os norte-americanos não pressionarão Israel a prorrogar a interrupção na construção de moradias quando o prazo de 90 dias expirar.

Os palestinos manifestaram fortes reservas quanto à proposta norte-americana, visto que a moratória à construção de assentamentos ocorreria apenas na Cisjordânia e não na porção leste de Jerusalém - local onde pretendem estabelecer a futura capital do Estado Palestino. Eles, no entanto, disseram que vão avaliar o acordo juntamente com líderes árabes.

Os EUA pretendem, com essas propostas, abrir espaço para que as negociações de paz entre israelenses e palestinos sejam retomadas. O processo, iniciado em Washington, foi interrompido após três semanas porque Israel não aceitou prorrogar por 10 meses uma moratória à construção de assentamentos na Cisjordânia que expirou em 26 de setembro. Os palestinos recusaram-se a voltar à mesa de negociações enquanto estivessem sendo construídos assentamentos no território pretendido para o Estado Palestino.

Na semana passada, Netanyahu reuniu-se com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton. Nesse encontro, os norte-americanos disseram que, em troca de mais um período sem a construção de assentamentos, a Casa Branca solicitaria ao Congresso do país 20 caças Stealth para Israel, no valor de US$ 3 bilhões, afirmou uma autoridade de Israel, sob condição de anonimato. As informações são da Associated Press.

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