Israel expulsa palestino da Cisjordânia para a Faixa de Gaza

O governo de Israel expulsou nesta segunda-feira um palestino da Cisjordânia para a Faixa de Gaza depois de acusá-lo de envolvimento em ataques contra israelenses. Trata-se do primeiro caso de expulsão em um ano, o que representa a retomada de uma política que foi alvo de duras críticas por parte de grupos de defesa dos direitos humanos. O Exército israelense levou Kamal Idris a Gaza. Ele é acusado de pertencer a uma célula militante palestina que promoveu atentados na região de Hebron. O Exército do Estado judeu alegou que a expulsão tem como objetivo impedir que ele se envolva em novos atentados. No ano passado, como medida de contenção, o Exército israelense tentou expulsar da Cisjordânia para a Faixa de Gaza 21 familiares de militantes condenados por ataques contra Israel. Entretanto, a Suprema Corte israelense impediu a deportação, limitando a três o número de expulsões. Todos os expulsos eram acusados de envolvimento direto em atentados. De acordo com um comunicado divulgado pelo Exército, a Suprema Corte rejeitou uma apelação de Idris contra a ordem de expulsão. O Exército israelense emitiu em 14 de outubro ordens de expulsão contra 15 palestinos. As ordens estão em fase de recurso. O Centro Palestino de Direitos Humanos condenou a expulsão de Idris, qualificando-a como uma violação ao direito internacional e um crime de guerra. Diversos grupos de defesa dos direitos humanos criticaram a política no passado.

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