Israel faz acordo com Hamas para devolução de corpos

Depois de um acordo para a devolução dos corpos de 6 soldados israelenses mortos numa emboscada na terça-feira, o Exército de Israel retirou-se na madrugada desta quinta-feira (pelo horário local) do bairro de Zeitoun, na Cidade de Gaza, depois de ter sofrido mais um duro revés: outros cinco militares (um oficial e quatro soldados) foram mortos e cinco feridos em um ataque de militantes islâmicos, desta vez em Rafa, no sul da Faixa de Gaza. Ao todo, em dois dias de batalha, iniciada com uma incursão militar em busca de armas, terça-feira, foram mortos 11 israelenses e 22 palestinos. Mais de 170 palestinos ficaram feridos. O Exército israelense impôs hoje censura à imprensa de Israel, impedindo por mais de seis horas a divulgação da notícia da morte dos cinco militares em Rafa, embora a mídia estrangeira já informasse sobre as baixas. Na noite de hoje, pouco antes de as tropas saírem de Zeitoun, o Exército israelense anunciou ter recuperado e identificado todos os corpos dos seis soldados mortos na terça-feira. De acordo com o site do diário israelense Haaretz, fontes palestinas disseram que a Autoridade Palestina (ANP) firmou um acordo, mediado pelo Egito, pelo qual os restos foram entregues em troca da saída do Exército de Gaza e da devolução dos corpos de militantes que cometeram atentados suicidas. A pedido de Israel, a Cruz Vermelha também intercedeu. O governo de Israel nega ter negociado a devolução dos cadáveres, mas fontes nos meios militares israelenses confirmaram ter havido um acordo, segundo o jornal. O presidente da ANP, Yasser Arafat, havia pedido aos grupos palestinos que devolvessem imediatamente os corpos.

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