Israel faz planos para o funeral de Arafat

Israel fará tudo que estiver a seu alcance para impedir que, depois de sua morte, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat, de 74 anos, seja enterrado em Jerusalém Oriental, segundo consta de um plano de contingência do governo. Uma das hipóteses analisadas no documento é a de que os palestinos decidam manter por vários dias o corpo de Arafat na sede da ANP, em Ramallah, levando a uma pressão internacional para que Israel não impeça o sepultamento em Jerusalém.Esse documento trata ainda das possíveis conseqüências da morte de Arafat e das ações que as autoridades israelenses deverão tomar para evitar uma situação caótica na Cisjordânia, na Faixa de Gaza e em Jerusalém Oriental, territórios ocupados por Israel em 1967.O plano de cinco páginas detalha diversos cenários possíveis, como o colapso da ANP, um levante dos grupos radicais islâmicos e protestos em outros países do Oriente Médio.A questão mais espinhosa, assinala o texto, será o local para o túmulo de Arafat. Assessores do líder palestino dizem que ele nunca indicou onde gostaria de ser sepultado, mas supõe-se que deseje ser colocado no complexo da Mesquita de Al-Aqsa, na Cidade Velha de Jerusalém, o que é considerado uma honra suprema para os muçulmanos. O documento examina três possíveis causas de morte para Arafat: doença prolongada, morte natural e uma operação militar israelense.

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