Israel fecha cerco sobre Belém após morte de militar

O Exército de Israel apertou o cerco sobre a cidade cisjordaniana de Belém nesta quarta-feira, depois de um franco-atirador palestino ter assassinado um soldado israelense em frente à Igreja da Natividade - local onde, segundo a tradição, nasceu Jesus Cristo. Na Faixa de Gaza, forças israelenses utilizaram uma bomba de fragmentação para matar dois palestinos.Os atos de violência ocorrem na semana em que os muçulmanos comemoram o festival do sacrifício, em meio às duras restrições israelenses ao direito de ir e vir dos palestinos, impostas pelas autoridades do Estado judeu por temor de que ativistas islâmicos estejam planejando algum atentado.Dois palestinos subiam numa cerca na manhã de hoje para tentar entrar num assentamento judaico no norte da Faixa de Gaza quando foram mortos, acusou o Exército.No Hospital Shifa, médicos mostraram a jornalistas o corpo de um dos homens com um dardo de aproximadamente 10 centímetros em seu peito - parte de uma bomba de fragmentação.A porta-voz do Exército de Israel, Sharon Feingold, alega que a bomba de fragmentação, que espalha os dardos por uma vasta área, foi usada por ser "a arma mais eficiente numa circunstância como esta".Os palestinos reclamam que o uso das bombas de fragmentação é proibido pelas leis internacionais. No entanto, Miranda Sissons, uma especialista em Oriente Médio da Human Rights Watch (HRW) em Nova York, comentou que não existe uma proibição formal ao uso do armamento.Ela disse à Associated Press que as bombas de fragmentação "não são proibidas, mas seu uso em áreas civis é indiscriminado e desproporcional". De acordo com Sissons, a HRW já reclamou em diversas ocasiões contra o uso das bombas de fragmentação por parte de Israel.O Exército do Estado judeu defende que todas as armas e munições utilizadas por seus homens são consideradas legais pela lei internacional.

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