Israel fecha Cisjordânia; Hamas convoca 'dia de ódio'

Na noite de quinta-feira, Exército israelense atacou ao menos 40 alvos na Faixa de Gaza

Agência Estado com Agências internacionais,

16 de janeiro de 2009 | 04h51

O Exército de Israel informou que vai fechar a Cisjordânia nesta sexta-feira, 16, enquanto o Hamas convocou os palestinos para um dia de "ódio" contra a ofensiva na Faixa de Gaza. O fechamento da Cisjordânia entraria em vigor a partir da meia-noite desta sexta-feira (20 horas de Brasília).   Veja também: Hamas abriu fogo de dentro de prédio da ONU, acusa premiê Ministro do Interior do Hamas foi morto, dizem israelenses Invasão já deixou US$ 1,4 bilhão em prejuízos Há elementos para encerrar guerra 'agora', diz Ban ONU: há elementos para encerrar invasão 'agora'  Número de mortos em Gaza já passa de mil  Conflito em Gaza vira guerrilha urbana  Secretário-geral da ONU apela por trégua Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos   Veja imagens de Gaza após os ataques        O anúncio foi feito depois que o grupo islâmico Hamas convocou os palestinos a observar um "dia de ódio", realizando protestos depois das orações semanais da sexta-feira. Os seguidores do grupo Fatah, do presidente palestino Mahmud Abbas, também foram convocados a realizar manifestações contra a ofensiva israelense.   As Forças do Exército israelense atacaram na quinta-feira à noite cerca de 40 alvos na Faixa de Gaza, como parte da ofensiva militar que nesta sexta-feira completa três semanas e já causou a morte de mais de 1.100 palestinos.   Segundo o boletim divulgado esta manhã pelo Exército israelense, entre os alvos atacados estão uma mesquita usada como armazém de armamento e que escondia um túnel subterrâneo, uma casa de um membro do Hamas e seis comandos de milicianos armados.   Também foram atacados oito pontos dos quais as milícias palestinas lançavam foguetes contra território israelense, incluindo uma plataforma de lançamento que ficou completamente destruída, assim como três instalações onde supostamente armas eram guardadas.   Outro suposto campo de treinamento e outras duas instalações do Hamas foram alvo dos bombardeios do Exército israelense.   Ainda nesta quinta-feira, funcionários do setor de segurança de Israel afirmaram que um alto membro do grupo militante Hamas foi morto na Faixa de Gaza. Segundo as fontes, Said Siam foi morto enquanto se escondia na casa do irmão, na Cidade de Gaza. Siam é considerado um dos cinco mais importantes líderes do Hamas. Ele era ministro de Interior do grupo em Gaza. A informação sobre a morte foi confirmada por militares e membros do serviço secreto israelense.   Em um dos ataques durante a manhã, o Exército israelense bombardeou a sede da UNRWA, a agência das Nações Unidas para a ajuda humanitária para os refugiados palestinos, deixando três pessoas feridas. O ataque aconteceu no mesmo dia em que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se reuniu com a ministra de Relações Exteriores israelense, Tzipi Livni. Após o ataque, Ban expressou um "forte protesto e horror" com o bombardeio e pediu por uma investigação. Segundo o secretário, o ministro de Defesa israelense, Ehud Barak, lhe disse que foi um "grave erro".  Horas mais tarde, um alto militar israelense afirmou que as tropas responderam aos disparos de militantes do Hamas no prédio da ONU.

Tudo o que sabemos sobre:
IsraelGazabloqueioprotestos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.