Israel fecha duas faculdades e cimenta casas de militantes

Israel deu continuidade hoje às punições a ataques letais de militantes palestinos: fechou duas faculdades palestinas na cidade cisjordaniana de Hebron e lacrou com cimento três casas de Jerusalém Oriental pertencentes a militantes condenados, tornando-as inabitáveis. Em choques separados, três palestinos foram mortos por forças israelenses na Cisjordânia e mais de 20 suspeitos foram detidos em operações, informaram autoridades israelenses e palestinas.Em Hebron, Israel fechou a Universidade Islâmica e o Instituto Politécnico, como parte de sua resposta a um atentado suicida realizado no início do mês, e deixou 23 pedestres mortos em Tel-Aviv.Na semana passada, o gabinete israelense revelou que pretendia fechar três faculdades. Hoje, o Exército alegou que estudantes das duas instituições de ensino fechadas pertenciam aos grupos militantes Hamas e Jihad Islâmica e utilizavam os locais para planejar atentados. Juntas, as duas faculdades têm milhares de alunos.Uma barra de ferro foi colocada em frente ao portão principal, impedindo os estudantes de entrarem no Instituto Politécnico. Os soldados impuseram toque de recolher em todo o bairro. Os alunos atiraram pedras contra os soldados, que dispararam balas revestidas por borracha.O ministro palestino da Educação, Naim Abu?l Humus, acusou os israelenses de tentarem "sabotar o processo educacional, que já foi cruelmente prejudicado pelos cercos e toques de recolher".Na tradicionalmente árabe Jerusalém Oriental, a polícia israelense orientou caminhões de cimento e operários asiáticos para lacrar três casas. Eles também perfuraram as paredes e colocaram barras de aço na altura do peito, para desencorajar qualquer pessoa que pretenda retornar.As casas não foram demolidas pelo Exército de Israel porque eram divididas em diversos apartamentos, habitados por pessoas sem ligação com os acusados de militância.

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