EFE
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Israel fecha fronteira com Egito após alerta de ataque terrorista

Governo recomendou que seus cidadãos na Península do Sinai retornem para suas casas imediatamente ou cancelem planos de viagem após autoridades antiterrorismo dizerem que aumentou a possibilidade de atentado no país vizinho

O Estado de S.Paulo

10 Abril 2017 | 09h40

TEL-AVIV - O governo de Israel fechou nesta segunda-feira, 10, sua fronteira com a cidade egípcia de Taba em razão de uma alerta do departamento antiterrorismo do país e de relatos de um "ataque iminente" de militantes naquela localidade. A decisão foi tomada poucas horas depois do início do feriado do Pessach (Páscoa judaica), no qual a Península do Sinai é um dos principais destinos visitados pelos israelenses.

Depois da medida, sirenes alertando para ataques com foguetes foram soados em partes do sul de Israel. Os militares israelenses afirmaram que um artefato lançado do Sinai explodiu no sul do país, destruindo uma estufa sem deixar ninguém ferido.

Yisrael Katz, ministro do Transporte e de Inteligência de Israel, afirmou em nota que o governo obteve informações de inteligência sobre um potencial "ataque terrorista" contra turistas de seu país na Península do Sinai. A fronteira continua aberta para as pessoas que desejarem voltar do Egito.

O fechamento da passagem com o país vizinho ocorre um dia depois de militantes do Estado Islâmico atacarem com bombas duas igrejas cristãs coptas no Egito, deixando dezenas de mortos e feridos. Depois deste atentado, o departamento antiterrorismo de Israel alertou todos seus cidadãos no país para que retornassem para suas casas imediatamente e pediu que as pessoas planejando visitar o Sinai nos próximos dias mudassem de planos.

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, divulgou um comunicado nesta segunda enviando as "condolências de Israel para as famílias daqueles mortos no ataque terrorista de ontem (domingo) no Egito" e desejando "uma rápida recuperação para os feridos". Ele disse também que "o mundo deve se unir e lutar contra o terrorismo em todos os lugares".

De acordo com fontes da inteligência de Israel, os dados obtidos pelo país mostram um "crescimento da atividade de militantes do Estado Islâmico" no Sinai. Além disso, com o grupo terrorista perdendo território no Iraque e na Síria, haveria uma "motivação renovada para executar ataques terroristas em diferentes regiões".

A região sul da Península do Sinai, com suas praias pouco modificadas pelo homem e com os recifes de corais no Mar Vermelho, tem sido tradicionalmente um destino muito popular entre os turistas israelenses - especialmente para os cidadãos seculares durante o Pesach, iniciado nesta segunda.

O turismo na região, porém, está em declínio desde 2013 quando os militares do Egito deram um golpe de Estado e tiraram do poder o líder islamista popularmente eleito e depois da intensificação da insurgência islâmica na Península.

O governo de Israel costuma emitir alertas de viagem com base em relatos de inteligência de tempos. O desta segunda-feira, no entanto, chamou atenção por sua urgência e pelo raro fechamento da fronteira de Taba. / AP

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