Israel formaliza planos para ampliar ocupação

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, aprovou oficialmente ontem a construção de mais 366 residências na Cisjordânia, causando furor entre líderes palestinos e frustrando os planos da Casa Branca de congelar a ocupação no território. Espera-se que Israel ainda aprove em breve outras 84 unidades, elevando para 450 as novas construções.

Jeruap e Reuters, SALÉM, O Estadao de S.Paulo

08 de setembro de 2009 | 00h00

A cifra divulgada ontem não inclui 2.500 residências que já estão sendo erguidas, comunicou o Ministério da Defesa. Pressionado pelo governo Barack Obama a conter o crescimento na Cisjordânia, o primeiro-ministro israelense, Binyamin "Bibi" Netanyahu, justificou que a medida antecipará uma pausa nas construções que deverá durar entre 9 e 12 meses.

Na sexta-feira, os EUA haviam subido o tom com Israel, após a divulgação dos novos planos de ocupação. Formalizado ontem, o projeto prevê a ampliação de assentamentos no Vale do Jordão, lugar que concentra recursos hídricos e é considerado estratégico para um futuro Estado palestino.

Líder do direitista Likud, Netanyahu está à frente de uma coalizão formada majoritariamente por partidos religiosos e nacionalistas que pressionam pela ampliação da ocupação na Cisjordânia. Ontem, o ministro da Infraestrutura de Israel, Uzi Landau, do ultradireitista Israel Beiteinu, condenou o diálogo com os EUA e classificou o fim das construções de "violação dos direitos humanos".

Grupos de colonos celebraram ontem a conclusão das construções na chamada "zona E-1". Os EUA condenam a ampliação, que une Jerusalém a assentamentos.

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